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Meus amigos de hoje e de
sempre
Cavaleiros andantes de outros torneios
Nómadas improváveis, nos encontramos
Em oásis, cujas miragens são a saudade,
Ancoradoiro de tudo e de coisa nenhuma.
Nesses intervalos aleatórios, sentimentais
Paradoxalmente dilatados e exíguos
Estreitam-se abraços entre interrogações
Dos porquês, dos quando, e dos como,
Sobre os que nos deixaram sem aviso;
E, com o sol anunciando um cedo anoitecer
Cavaleiros monges, quixotescos, apocalípticos
Cavalgamos sob a obscura asa da finitude
Esquecidos do rebotalho dos felizes convívios
Não passando de lata de cerveja vazia, amolgada
Prestes a ser atirada com pesar, para o lixo
Do temido contentor da perpétua ausência.
Agosto de 2026 |