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Aos
dez dias do mês de Julho de dois mil e um, pelas dez horas, realizou-se,
na biblioteca, uma reunião do Departamento de Línguas Românicas e Clássicas
que se ocupou da seguinte ordem de trabalhos: 1. Balanço do ano dois mil
- dois mil e um. 2. Ano dois mil e um - dois mil e dois. a) Propostas para
o plano anual de actividades. b) Formação. c) Distribuição de Serviço.
Após
a leitura da acta, que foi aprovada com três abstenções, entrou-se no
primeiro ponto, balanço
da actividade. Convidados os elementos do grupo a avaliarem-na, a
professora Paula Cabrita valorizou todas as iniciativas relacionadas com o
Ano Europeu das Línguas (exposições, largada de balões e outras) pela
vivacidade e dinamismo que geraram na escola, destacando o interesse que
despertou nos alunos dos cursos nocturnos. Elogiou também as homenagens
prestadas a figuras e instituições de relevo na vida da cidade, (o Dr.
Costa e Melo, Dr. Vasco Branco, Bartolomeu Conde e CETA), bem como a
modernidade e abertura de perspectivas que decorreram da realização da
Jornada Lusófona. Apenas achou negativa a não participação da APP na
concepção e elaboração dos novos programas e superficial e monótona a
intervenção do seu presidente. Nesse aspecto houve discordância de
outros elementos do que realçaram a sua simpatia e foi lembrada a sua
posição, que fora deliberada e que ele transmitiu, de que não era à
instituição que representava que caberia fazê-lo para que houvesse uma
demarcação clara de responsabilidades. A colega Luzia Blard considerou
muito positivo o intercâmbio com outros departamentos e escolas e a
colega Graça Rodrigues a participação dos pais no Ano Europeu das Línguas.
Foi
ainda destacada pela professora Susana Santos a actividade do colega
Albano Rojão na biblioteca, a qual, em seu entender, deverá prosseguir
no próximo ano. Foram ainda elogiadas pela professora Suzana Ruivo todas
as iniciativas promovidas pelo Grupo de Estágio e pelas suas
orientadoras. Interveio de novo a colega Susana Santos para se referir ao
modo como continuam a decorrer as reuniões de grupo, pouco inovadoras e
devendo ser repensadas. O Coordenador levantou
a questão de se poder suprimir a leitura da acta, que ocupa sempre
largo espaço, e admitiu que grande parte das informações poderia vir a
ser reduzida a escrito e divulgada através do placard. O primeiro aspecto
não foi aceite por poder ser aquele documento susceptível de discordâncias
e correcções e permitir também manter presentes decisões anteriores,
dando-se-lhes melhor sequência. Por outro lado, lembrou-se a recente
presença de uma inspectora na escola para acentuar a exigência de actas
objectivas, mas circunstanciadas, e não muito sintéticas como chegou a
ser sugerido. Foi ainda apontada a necessidade de o grupo se debruçar
sobre questões relacionadas com a avaliação e com os novos programas,
tendo os Subcoordenadores afirmado que esses aspectos já estavam
previstos e acrescentado que as comunicações sobre línguas estrangeira
e materna apresentadas pelos animadores em Conselho Pedagógico não
chegaram, por falta de tempo, a baixar previamente ao departamento.
Dentro
da análise do balanço de actividades, a professora Maria Helena Silva,
apoiando-se na consulta feita aos alunos que frequentaram o clube de
leitura, afirmou que foram atingidos os objectivos gerais, com reflexos
comprovados no rendimento escolar dos mesmos, mas também os específicos,
o que se traduziu pela vivacidade dada ao placard respectivo, e pela
participação nas iniciativas do Ano Europeu das Línguas e de animação
da Biblioteca. Quanto às habituais do Museu, que este ano se não realizaram,
ficaram adiadas para o próximo. Dessa actividade, foi apresentado um
relatório.
O
professor Henrique Oliveira informou também que entregou ao Coordenador
do Curso Nocturno um relatório sobre o Clube Multimédia. A responsável
pelo Clube de Francês, Luzia
Blard, declarou igualmente ter feito a entrega do respectivo relatório de
actividades, tendo comunicado ao departamento que fez uma proposta que
prevê, para o próximo ano lectivo, o intercâmbio com uma escola
francesa, devendo começar a ser previstas, de acordo com o colega José
Caseiro, formas de financiamento para actividades e visitas de
estudo.
A
última questão do primeiro ponto da ordem de trabalhos recaiu sobre a análise
dos resultados das provas globais dos dois anos do ensino secundário.
Comunicou o Coordenador que, considerando a existência de discrepâncias,
nalguns casos muito acentuadas, entre as notas de frequência e os
resultados das provas, considerou urgente proceder-se à sua análise no
sentido se se preverem correcções futuras. Acrescentou que tinha
apresentado no Conselho Pedagógico a proposta de que fosse constituído
um grupo que procedesse a um estudo desses resultados, o qual deveria
apresentar um relatório sempre que esses desníveis atingissem os vinte e
cinco por cento. Disse ainda que caberia, entretanto, ao departamento
pronunciar-se sobre ela e decidir ratificá-la ou não. Convidou então os
presentes a pronunciarem-se sobre os resultados e a proposta.
A
professora Paula Cabrita defendeu, para uma avaliação que permitisse
critérios mais objectivos, a elaboração de instrumentos diferentes dos
utilizados ao longo do ano, nomeadamente a de testes de cruzes.
Manifestaram a sua discordância as professoras Dulce Reis, que considerou
inadequados esses instrumentos para uma avaliação dos objectivos
inerentes à natureza e aos conteúdos da disciplina, claramente literários
e inevitavelmente subjectivos, para além de considerar inoportuna uma
mudança das práticas exercitadas ao longo do ano, e Manuela Seiça Neves,
que lamentou o facto de se ter vindo, ao longo dos anos, a abdicar de mínimos
de exigência com resultados muito negativos na formação dos alunos.
Lembrou também que as provas globais com todas as suas vicissitudes,
principalmente de ordem burocrática, têm um peso muito inferior ao da
nota de frequência e constituem experiências úteis e intercalares que
culminarão com a realização de um exame de 12º Ano, que em nada se aproxima
da sugestão apresentada. Corroborou o mesmo ponto de vista a colega Alice
Pinho.
A
professora Suzana Ruivo exprimiu o parecer de que a prova global não se
coaduna com o espírito da avaliação contínua, pelo que foi lembrado
que cabe aos professores que a elaboram, analisam e discutem, assim como a
chave de correcção (todos os que leccionam o mesmo nível), proceder de
modo a que se coadune, programando e aferindo a leccionação regularmente, ao longo
do ano, sem o que não serão atenuadas diferenças, apesar de tudo inevitáveis
mas também indesejáveis num mesmo estabelecimento de ensino.
Quanto
à hipótese apresentada pela mesma colega de serem confrontados os
resultados das provas com os de outras escolas, o subcoordenador declarou
que a sua preocupação tinha a ver com o grupo da escola em que exerce
aquela função, tendo por principal objectivo melhorar os critérios de
aferição e introduzir maior coordenação no trabalho. A colega Fátima
Bóia defendeu que este assunto fosse tratado dentro da escola,
prioritariamente, e que se avaliasse a situação de modo a serem criados
processos didácticos comuns com relevo para as técnicas de produção de
texto.
Após
as reflexões referidas, e perante a hipótese da constituição voluntária
de um grupo que procedesse ao estudo estatístico e à elaboração de um
relatório, a colega Celeste Freitas
levantou
o problema de não se poder atribuir-lhe a possibilidade de emitir juízos
como a segunda daquelas actividades pressupõe, uma vez que em cada
processo de aprendizagem apenas
o professor e a respectiva turma foram conhecedores do modo como decorreu,
podendo, por isso, circunscrever-se essa análise apenas à componente
meramente estatística. Chegou mesmo a ser apontada a hipótese de ser
adiada para o próximo ano a proposta apresentada. Todavia, as colegas
Susana Santos e Alice Pinho consideraram-na oportuna já para este ano,
propondo a primeira que os grupos de trabalho fossem os júris de elaboração
e correcção das provas, o que foi aceite. Quanto ao calendário para a
sua execução, estabeleceu-se como limite a interrupção de actividades
lectivas do primeiro período escolar do próximo ano.
Passou-se
seguidamente à alínea a) do
segundo ponto da ordem de trabalhos, propostas para o plano anual de
actividades do departamento.
Decidiu-se
que as não realizadas este ano transitassem para o projecto do próximo,
nomeadamente o Concurso de Ortografia; que se desse continuidade à
homenagem a figuras de reconhecido significado cívico, embora em menor número;
à realização da Semana Clássica e à das Jornadas Lusófonas, mas,
desta vez, de preferência, num período próximo do Carnaval.
Foi
também proposta a realização de uma acção de Formação sobre a obra
de Vitorino Nemésio, Mau Tempo no Canal, a realizar pela doutora
Ana Margarida Ramos.
A
professora Alda Oliveira deu informações sobre um projecto de docentes
do oitavo ano intitulado “Aprender Línguas Enquanto Prepara o
Jantar”, projecto de intercâmbio com alunos da Bulgária.
Insere-se
ainda no plano de actividades a visita referida, projectada pelo Clube de
Francês.
O
departamento mostrou ainda a sua receptividade à realização de um
Encontro de Professores de Português em Aveiro em dois mil e dois - dois
mil e três, possibilidade anunciada este ano pelo presidente da APP,
durante as Jornadas Lusófonas.
A
professora Paula Tribuzzi manifestou a sua intenção de dar
continuidade às iniciativas empreendidas com os bolseiros dos PALOP.
No
ponto referente a actividades de formação, ficaram projectadas para o próximo
ano lectivo várias iniciativas, visando um processo interno de autoformação,
algumas das quais poderão ser apoiados pela Associação de Escolas de
Aveiro desde que se verifiquem as condições exigidas, nomeadamente o número
necessário de inscrições. Neste âmbito foram apresentadas ao Conselho
Pedagógico duas propostas:
Uma
oficina orientada pelo professor Henrique Oliveira, Módulos no Âmbito
das Novas Tecnologias no Ensino, destinada à produção de meios didácticos
em html. Para esse projecto
haverá a colaboração do professor António Martinho.
Uma
segunda oficina, Concepção e Produção de Materiais Didácticos de
Apoio ao Ensino da Língua Portuguesa, orientada pelo Coordenador, Abílio
Tarrinha, incidindo em práticas de oralidade, de acordo com o previsto na
revisão curricular do décimo ano e que concederá aos participantes
entre dois e quatro créditos.
Para
além disso, foi comunicada a disponibilidade da Associação de
Professores de Francês, o que mereceu aceitação.
Foi
ainda afirmada a intenção de serem trabalhadas, ao longo do ano,
diversas técnicas de expressão escrita, com relevo para o resumo.
O
Coordenador apresentou ainda a proposta feita pelas professoras de Inglês,
Maria Eugénia Santos e Lindonor Silveirinha, de que, em colaboração com
o Departamento de Línguas Românicas e Clássicas, fosse constituído um
centro de recursos para o estudo das línguas, incluindo o Português como
segunda língua. Convidou professores interessados, apesar de não estarem
previstas reduções de horário.
Quanto
à distribuição de serviço para o próximo ano, foram lembrados os critérios,
mantendo-se, prioritariamente, o da continuidade, o qual apenas poderá
ser ultrapassado por necessidades dos estágios pedagógicos. Interrogado
pela colega Alcina Reis sobre como deveria
ser assegurada a continuidade no caso de se verificar fusão de mais do
que uma turma numa só, o Coordenador considerou que ela deveria ser
atribuída ao professor que nela mantivesse maior número de alunos. Como
não foi manifestada qualquer discordância, entendeu-se como consensual
aquele critério.
Os
professores foram informados de que, após a entrega das suas propostas,
poderiam vir a ser contactados sempre que elas não pudessem ser
satisfeitas para serem estudadas outras possibilidades.
Foram,
seguidamente, dadas informações sobre o serviço previsto (agrupamentos
existentes e respectivo número de turmas) e prevenidos
os colegas de que não poderiam, nas suas propostas de serviço,
apresentar horas extraordinárias. Sempre que a carga horária não
permitisse um número coincidente com o do seu escalão, deveriam deixar o
horário incompleto.
Os
Subcoordenadores, Abílio Tarrinha, Ana Paula Medeiros e Fátima Bóia,
comunicaram então que permaneceriam na escola, nos dias onze e doze de
Julho, na sala vinte e cinco, para
procederem à distribuição de serviço, mostrando-se disponíveis para
outros esclarecimentos ou alterações, as quais apenas através deles
poderiam verificar-se, após o que foi encerrada a sessão da qual se
lavrou a presente acta que, depois de lida e aprovada, vai ser assinada
pelo coordenador
de departamento, Abílio Tarrinha, que presidiu à reunião e Dulce Cunha
Reis que a secretariou.
O
Coordenador de Departamento
Abílio
Tarrinha
A
Secretária
Dulce
Reis
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