Acta 426
10 de Julho de 2001


A
os dez dias do mês de Julho de dois mil e um, pelas dez horas, realizou-se, na biblioteca,  uma reunião do Departamento de Línguas Românicas e Clássicas que se ocupou da seguinte ordem de trabalhos: 1. Balanço do ano dois mil - dois mil e um. 2. Ano dois mil e um - dois mil e dois. a) Propostas para o plano anual de actividades. b) Formação. c) Distribuição de Serviço.

Após a leitura da acta, que foi aprovada com três abstenções, entrou-se no primeiro ponto, balanço da actividade. Convidados os elementos do grupo a avaliarem-na, a professora Paula Cabrita valorizou todas as iniciativas relacionadas com o Ano Europeu das Línguas (exposições, largada de balões e outras) pela vivacidade e dinamismo que geraram na escola, destacando o interesse que despertou nos alunos dos cursos nocturnos. Elogiou também as homenagens prestadas a figuras e instituições de relevo na vida da cidade, (o Dr. Costa e Melo, Dr. Vasco Branco, Bartolomeu Conde e CETA), bem como a modernidade e abertura de perspectivas que decorreram da realização da Jornada Lusófona. Apenas achou negativa a não participação da APP na concepção e elaboração dos novos programas e superficial e monótona a intervenção do seu presidente. Nesse aspecto houve discordância de outros elementos do que realçaram a sua simpatia e foi lembrada a sua posição, que fora deliberada e que ele transmitiu, de que não era à instituição que representava que caberia fazê-lo para que houvesse uma demarcação clara de responsabilidades. A colega Luzia Blard considerou muito positivo o intercâmbio com outros departamentos e escolas e a colega Graça Rodrigues a participação dos pais no Ano Europeu das Línguas.

Foi ainda destacada pela professora Susana Santos a actividade do colega Albano Rojão na biblioteca, a qual, em seu entender, deverá prosseguir no próximo ano. Foram ainda elogiadas pela professora Suzana Ruivo todas as iniciativas promovidas pelo Grupo de Estágio e pelas suas orientadoras. Interveio de novo a colega Susana Santos para se referir ao modo como continuam a decorrer as reuniões de grupo, pouco inovadoras e devendo ser repensadas. O Coordenador levantou  a questão de se poder suprimir a leitura da acta, que ocupa sempre largo espaço, e admitiu que grande parte das informações poderia vir a ser reduzida a escrito e divulgada através do placard. O primeiro aspecto não foi aceite por poder ser aquele documento susceptível de discordâncias e correcções e permitir também manter presentes decisões anteriores, dando-se-lhes melhor sequência. Por outro lado, lembrou-se a recente presença de uma inspectora na escola para acentuar a exigência de actas objectivas, mas circunstanciadas, e não muito sintéticas como chegou a ser sugerido. Foi ainda apontada a necessidade de o grupo se debruçar sobre questões relacionadas com a avaliação e com os novos programas, tendo os Subcoordenadores afirmado que esses aspectos já estavam previstos e acrescentado que as comunicações sobre línguas estrangeira e materna apresentadas pelos animadores em Conselho Pedagógico não chegaram, por falta de tempo, a baixar previamente ao departamento.

Dentro da análise do balanço de actividades, a professora Maria Helena Silva, apoiando-se na consulta feita aos alunos que frequentaram o clube de leitura, afirmou que foram atingidos os objectivos gerais, com reflexos comprovados no rendimento escolar dos mesmos, mas também os específicos, o que se traduziu pela vivacidade dada ao placard respectivo, e pela participação nas iniciativas do Ano Europeu das Línguas e de animação da Biblioteca. Quanto às habituais do Museu, que este ano se não realizaram, ficaram adiadas para o próximo. Dessa actividade, foi apresentado um relatório.

O professor Henrique Oliveira informou também que entregou ao Coordenador do Curso Nocturno um relatório sobre o Clube Multimédia. A responsável pelo Clube de  Francês, Luzia Blard, declarou igualmente ter feito a entrega do respectivo relatório de actividades, tendo comunicado ao departamento que fez uma proposta que prevê, para o próximo ano lectivo, o intercâmbio com uma escola francesa, devendo começar a ser previstas, de acordo com o colega José Caseiro, formas de financiamento para actividades e visitas de estudo. 

A última questão do primeiro ponto da ordem de trabalhos recaiu sobre a análise dos resultados das provas globais dos dois anos do ensino secundário. Comunicou o Coordenador que, considerando a existência de discrepâncias, nalguns casos muito acentuadas, entre as notas de frequência e os resultados das provas, considerou urgente proceder-se à sua análise no sentido se se preverem correcções futuras. Acrescentou que tinha apresentado no Conselho Pedagógico a proposta de que fosse constituído um grupo que procedesse a um estudo desses resultados, o qual deveria apresentar um relatório sempre que esses desníveis atingissem os vinte e cinco por cento. Disse ainda que caberia, entretanto, ao departamento pronunciar-se sobre ela e decidir ratificá-la ou não. Convidou então os presentes a pronunciarem-se sobre os resultados e a proposta.

A professora Paula Cabrita defendeu, para uma avaliação que permitisse critérios mais objectivos, a elaboração de instrumentos diferentes dos utilizados ao longo do ano, nomeadamente a de testes de cruzes. Manifestaram a sua discordância as professoras Dulce Reis, que considerou inadequados esses instrumentos para uma avaliação dos objectivos inerentes à natureza e aos conteúdos da disciplina, claramente literários e inevitavelmente subjectivos, para além de considerar inoportuna uma mudança das práticas exercitadas ao longo do ano, e Manuela Seiça Neves, que lamentou o facto de se ter vindo, ao longo dos anos, a abdicar de mínimos de exigência com resultados muito negativos na formação dos alunos. Lembrou também que as provas globais com todas as suas vicissitudes, principalmente de ordem burocrática, têm um peso muito inferior ao da nota de frequência e constituem experiências úteis e intercalares que culminarão com a realização de um exame de 12º Ano, que em nada se aproxima da sugestão apresentada. Corroborou o mesmo ponto de vista a colega Alice Pinho.

A professora Suzana Ruivo exprimiu o parecer de que a prova global não se coaduna com o espírito da avaliação contínua, pelo que foi lembrado que cabe aos professores que a elaboram, analisam e discutem, assim como a chave de correcção (todos os que leccionam o mesmo nível), proceder de modo a que se coadune,  programando e aferindo a leccionação regularmente, ao longo do ano, sem o que não serão atenuadas diferenças, apesar de tudo inevitáveis mas também indesejáveis num mesmo estabelecimento de ensino.

Quanto à hipótese apresentada pela mesma colega de serem confrontados os resultados das provas com os de outras escolas, o subcoordenador declarou que a sua preocupação tinha a ver com o grupo da escola em que exerce aquela função, tendo por principal objectivo melhorar os critérios de aferição e introduzir maior coordenação no trabalho. A colega Fátima Bóia defendeu que este assunto fosse tratado dentro da escola, prioritariamente, e que se avaliasse a situação de modo a serem criados processos didácticos comuns com relevo para as técnicas de produção de texto. 

Após as reflexões referidas, e perante a hipótese da constituição voluntária de um grupo que procedesse ao estudo estatístico e à elaboração de um relatório, a colega Celeste Freitas levantou o problema de não se poder atribuir-lhe a possibilidade de emitir juízos como a segunda daquelas actividades pressupõe, uma vez que em cada processo de aprendizagem  apenas o professor e a respectiva turma foram conhecedores do modo como decorreu, podendo, por isso, circunscrever-se essa análise apenas à componente meramente estatística. Chegou mesmo a ser apontada a hipótese de ser adiada para o próximo ano a proposta apresentada. Todavia, as colegas Susana Santos e Alice Pinho consideraram-na oportuna já para este ano, propondo a primeira que os grupos de trabalho fossem os júris de elaboração e correcção das provas, o que foi aceite. Quanto ao calendário para a sua execução, estabeleceu-se como limite a interrupção de actividades lectivas do primeiro período escolar do próximo ano.

Passou-se seguidamente à alínea a) do segundo ponto da ordem de trabalhos, propostas para o plano anual de actividades do departamento.

Decidiu-se que as não realizadas este ano transitassem para o projecto do próximo, nomeadamente o Concurso de Ortografia; que se desse continuidade à homenagem a figuras de reconhecido significado cívico, embora em menor número; à realização da Semana Clássica e à das Jornadas Lusófonas, mas, desta vez, de preferência, num período próximo do Carnaval.

Foi também proposta a realização de uma acção de Formação sobre a obra de Vitorino Nemésio, Mau Tempo no Canal, a realizar pela doutora Ana Margarida Ramos. 

A professora Alda Oliveira deu informações sobre um projecto de docentes do oitavo ano intitulado “Aprender Línguas Enquanto Prepara o Jantar”, projecto de intercâmbio com alunos da Bulgária. 

Insere-se ainda no plano de actividades a visita referida, projectada pelo Clube de Francês.

O departamento mostrou ainda a sua receptividade à realização de um Encontro de Professores de Português em Aveiro em dois mil e dois - dois mil e três, possibilidade anunciada este ano pelo presidente da APP, durante as Jornadas Lusófonas. 

A professora Paula Tribuzzi manifestou a sua intenção de dar continuidade às iniciativas empreendidas com os bolseiros dos PALOP.

No ponto referente a actividades de formação, ficaram projectadas para o próximo ano lectivo várias iniciativas, visando um processo interno de autoformação, algumas das quais poderão ser apoiados pela Associação de Escolas de Aveiro desde que se verifiquem as condições exigidas, nomeadamente o número necessário de inscrições. Neste âmbito foram apresentadas ao Conselho Pedagógico duas propostas:

Uma oficina orientada pelo professor Henrique Oliveira, Módulos no Âmbito das Novas Tecnologias no Ensino, destinada à produção de meios didácticos em html. Para esse projecto haverá a colaboração do professor António Martinho.

Uma segunda oficina, Concepção e Produção de Materiais Didácticos de Apoio ao Ensino da Língua Portuguesa, orientada pelo Coordenador, Abílio Tarrinha, incidindo em práticas de oralidade, de acordo com o previsto na revisão curricular do décimo ano e que concederá aos participantes entre dois e quatro créditos.

Para além disso, foi comunicada a disponibilidade da Associação de Professores de Francês, o que mereceu aceitação.

Foi ainda afirmada a intenção de serem trabalhadas, ao longo do ano, diversas técnicas de expressão escrita, com relevo para o resumo.

O Coordenador apresentou ainda a proposta feita pelas professoras de Inglês, Maria Eugénia Santos e Lindonor Silveirinha, de que, em colaboração com o Departamento de Línguas Românicas e Clássicas, fosse constituído um centro de recursos para o estudo das línguas, incluindo o Português como segunda língua. Convidou professores interessados, apesar de não estarem previstas reduções de horário.

Quanto à distribuição de serviço para o próximo ano, foram lembrados os critérios, mantendo-se, prioritariamente, o da continuidade, o qual apenas poderá ser ultrapassado por necessidades dos estágios pedagógicos. Interrogado pela colega Alcina Reis sobre como deveria ser assegurada a continuidade no caso de se verificar fusão de mais do que uma turma numa só, o Coordenador considerou que ela deveria ser atribuída ao professor que nela mantivesse maior número de alunos. Como não foi manifestada qualquer discordância, entendeu-se como consensual aquele critério.

Os professores foram informados de que, após a entrega das suas propostas, poderiam vir a ser contactados sempre que elas não pudessem ser satisfeitas para serem estudadas outras possibilidades.

Foram, seguidamente, dadas informações sobre o serviço previsto (agrupamentos existentes e respectivo número de turmas) e prevenidos  os colegas de que não poderiam, nas suas propostas de serviço, apresentar horas extraordinárias. Sempre que a carga horária não permitisse um número coincidente com o do seu escalão, deveriam deixar o horário incompleto.

Os Subcoordenadores, Abílio Tarrinha, Ana Paula Medeiros e Fátima Bóia, comunicaram então que permaneceriam na escola, nos dias onze e doze de Julho, na sala vinte e cinco,  para procederem à distribuição de serviço, mostrando-se disponíveis para outros esclarecimentos ou alterações, as quais apenas através deles poderiam verificar-se, após o que foi encerrada a sessão da qual se lavrou a presente acta que, depois de lida e aprovada, vai ser assinada pelo coordenador de departamento, Abílio Tarrinha, que presidiu à reunião e Dulce Cunha Reis que a secretariou.

O Coordenador de Departamento

Abílio Tarrinha

 

A Secretária

Dulce Reis

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