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Aí tendes de novo o mês
de Abril
Dos campos em flor e da sementeira
Onde medram palavras sem fronteira
Ouvidas e debatidas sob céus de anil.
A essência do cravo no cano do fusil
Vivificou odes à portuguesa bandeira
E salmodiou a fraternidade, na dianteira
Da luta pela justiça neste mundo hostil.
Durante 52 anos tecendo o falso fio
Foi urdida uma democracia na teia
Da inveja e do manhoso compadrio,
Quiçá no olvido do sangue na veia
Do Abril da liberdade que demoliu
Muralhas de aço e castelos de areia.
Abril 2026 |