Quando em 2001 a
escola indicada no começo desta página nos escolheu para
líder do Projecto Prof2000, uma das iniciativas que propus,
para além da criação de um espaço comunitário aberto à
participação de todos os portugueses que gostam de preservar
e partilhar as suas memórias, foi a realização periódica de
um Clube Multimédia, aberto à participação dos professores
da escola e de todos aqueles que, uma vez atingido o limite
do serviço, não quisessem perder o contacto com a casa onde
passaram parte da sua vida.
Este Clube
Multimédia de muito boas recordações realizou-se,
imperturbavelmente, com uma relativa assiduidade de
professores, às terças e quintas, num espaço que a escola,
infelizmente, não soube preservar para os vindouros. De
facto, com a remodelação do edifício, o «infeliz» arquitecto
que fez o projecto não soube conciliar a História com a
Modernidade, destruindo uma Biblioteca Histórica e
substituindo-a por um espaço rigorosamente igual, mas vazio.
E este clube foi obrigado a arrumar as trouxas e a mudar de
lugar. Graças à boa vontade de uma Academia de Saberes
existente em Aveiro, o clube passou a fazer-se, durante o
período das obras, numa sala cedida num edifício, também
ele, conhecedor de vicissitudes e dissabores, muito
parecidos com os da Biblioteca Histórica, porque nele deixou
de funcionar uma das melhores bibliotecas que existiu em
Aveiro, que nos recordava a Biblioteca Geral da Universidade
de Coimbra e cujo ambiente era propício à leitura, à
pesquisa e à reflexão. Mas estas são outras questões que
agora não são para aqui chamadas.
Durante o
período das obras da escola, dizíamos, o clube perdeu um
dia, a quinta-feira, e ficou reduzido às terças. Para não
perdermos o bom hábito adquirido na nossa escola, a hora do
intervalo manteve-se, mudando apenas o Bar da Escola, que
também, por amável autorização da Direcção da Secundária
Homem Cristo, passou a ser o desta escola. E esta mudança
não deixou de ser significativa, tanto mais que foi aqui que
nasceu o Liceu Nacional de Aveiro. Durante largas dezenas de
anos foi este o edifício do Liceu, até que, em meados de
1952, se mudou para novas instalações, que correspondem,
grosso modo, à actual Secundária José Estêvão.
Entre os
professores resistentes e que continuam a manter o contacto
semanal, às terças-feiras, com a escola onde trabalharam e
passaram grande parte da vida, conta-se a nossa colega e
amiga, e também a grande revisora de tudo quanto colocamos
nas páginas do espaço «Aveiro e Cultura», a Dr.ª
Fátima Bóia.
Em princípios de
Novembro deste ano da graça de 2013, graças a Deus ainda
muito longe da data da notícia fornecida pela publicação
"Sal de Aveiro" referente ao ano 3 mil, porque deste modo
ainda por cá andamos, trouxe-nos a colega os exemplares da
excelente publicação efectuada pela turma do 7º D, no âmbito
da «Área-Escola». Foi uma publicação de jovens, hoje alguns
deles talvez já chefes de família e com continuadores para
frequentarem a escola, que teve o apoio e dedicação não só
dos professores da turma, mas também de diversos elementos
da comunidade aveirense, alguns infelizmente já não entre
nós, mas, quem sabe, acompanhando-nos com satisfação, lá
onde quer que estejam, ao verificarem que ainda não estão
esquecidos.
Graças a toda
essa gente de boa vontade – alunos, professores e aveirenses
de boa cepa – foi abordada uma questão importante para a
cidade de Aveiro, o «problema do Sal de Aveiro», ficando
devidamente registado para a História.
Folheámos com
grande e agradável surpresa os cinco exemplares publicados
entre Fevereiro e Junho de 1993 e colocámos momentaneamente
em suspensão outros projectos. E agora, volvidos quase dois
meses, pudemos entrar na fase final, encerrando esta tarefa
com esta página de apresentação.
Que
características tem a nova versão do mensário do 7º D
relativamente à original?
Para que os
leitores actuais possam ter uma ideia rigorosa do que foi o
"Sal de Aveiro", além do novo formato digital para Internet,
têm uma reprodução fac-similada de todos os originais.
A nova versão
reproduz fielmente os conteúdos da original e, à semelhança
da impressa, pode ser consultada folheando-a página a
página. Para isso existem os botões em fim de página, que
permitem o avanço ou o recuo tal como se tivéssemos a versão
impressa.
O cabeçalho, à
semelhança do que temos feito em todas as publicações,
funciona como hiperligação para a hierarquia superior, do
mesmo modo que a tecla «Índice» permite aceder ao sumário de
cada um dos exemplares. Além das vantagens das novas
tecnologias informáticas, nomeadamente da Internet, todas as
imagens são interactivas, permitindo que o leitor tenha
acesso a informação adicional, podendo recordar visualmente
o que os nossos jovens alunos fizeram em 1993, graças à
professora Fátima Bóia, que participou no projecto e teve o
cuidado de guardar para a posteridade toda a documentação.
Completámos a
versão electrónica do "Sal de Aveiro", à semelhança do que
temos feito, com um índice de conteúdos e um índice
onomástico, que não é bem como gostaríamos de o apresentar,
se conhecêssemos o nome completo dos alunos que participaram
no projecto.
Para que outra
informação possa eventualmente vir a ser acrescentada, a
página «Galeria de Documentação Fotográfica» está aberta à
participação de todos quantos colaboraram ou queiram vir a
colaborar com esta iniciativa, nela podendo ser incluídos os
respectivos contributos.
Aveiro, 19 de
DEZEMBRO de 2013
Henrique J. C.
de Oliveira |