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Aos onze dias do mês de Julho de dois mil e dois, pelas onze horas, na
sala 35, reuniu em sessão plenária o Departamento de Línguas Românicas
e Clássicas da Escola Secundária José Estêvão, sob a presidência do
Coordenador Abílio Tarrinha, sendo secretária Alice Pinho e Silva.
Estiveram ausentes as docentes Suzana Ruivo, Alcina Reis e Lídia
Trindade.
Da
ordem de trabalhos constavam os seguintes pontos:
1- distribuição de serviço para 2002/2003;
2- outros assuntos.
Seguir-se-ia
um almoço-convívio, para o qual se recolheram inscrições dos
interessados.
O
Coordenador começou por pedir um balanço sobre o funcionamento dos
clubes inerentes ao Departamento. Luzia Blard, responsável pelo Clube de
Francês, fez uma avaliação muito positiva da viagem de estudo à
Bretanha, ocorrida no final de Junho, corroborada por Dora Sardo, Ana
Paula Medeiros e Graça Rodrigues, que a acompanharam. Alice Pinho deu a
perspectiva de pais e Encarregados de Educação, reforçando a importância
e a riqueza da iniciativa no percurso humano e escolar dos alunos
participantes. Esta actividade mereceu um voto de louvor do Departamento,
pela cuidada planificação e pela consecução que
permitiu aos 39 alunos intervenientes
um profícuo contacto com a língua e a cultura francesas. Para o
próximo ano lectivo, propôs-se o nome de Ana Paula Medeiros ou Dora
Sardo para a coordenação deste clube, que continuará a privilegiar os
alunos do 3º ciclo como público-alvo, pedindo-se a conciliação de uma
hora da professora responsável com esses destinatários, bem como a cedência
de mais um computador para as instalações do clube.
A
propósito, Alda Oliveira salientou
o intercâmbio de uma turma sua do 9º ano com a escola de Sófia, também
com nota positiva, pelo interesse na divulgação da língua e da cultura
portuguesas na Bulgária.
Quanto
ao Clube de Leitura, o balanço foi igualmente favorável à sua manutenção,
continuando a ser coordenado por Helena Silva, aberto à colaboração do
Departamento e ao envolvimento com outras actividades da escola.
Sobre
a distribuição de serviço para o próximo ano lectivo, acordou-se no
procedimento tradicional no grupo/departamento: cada professor entregará
uma proposta individual, com alternativas, que servirá de base
ao trabalho devidamente coordenado, a realizar pelos responsáveis das
diferentes áreas disciplinares (Português, Latim, Francês), de acordo
com os critérios da continuidade, da antiguidade e da rotatividade, sendo
a continuidade atribuída ao docente que reuna maior número de alunos
seus, quando se verifique a junção de duas turmas do ano anterior e
aplicando-se o critério da antiguidade em caso de empate técnico.
Para
o efeito, Abílio Tarrinha apresentou alguns princípios, alguns dos quais
acabara de receber do
elemento do Conselho Executivo responsável pela elaboração dos horários:
- não pode haver horas extraordinárias;
- a soma das horas sobrantes no grupo não pode ultrapassar as horas
correspondentes a um horário completo em todo o grupo considerado no seu
conjunto, 8º A e 8º B;
- devem ser propostos professores para o cargo de Director de Turma;
- não devem ser propostas horas para a Sala de Estudo.
De
seguida, mencionou o número de turmas previstas: 2 turmas no 7º ano, 2
no 8º, 2 no 9º, 13 no 10º, 11 ou 12 no 11º,
10 ou 11 no 12º, sendo possível
um afunilamento nestes dois últimos níveis, abrangendo, eventualmente,
também o Francês que, em princípio,
manterá as horas existentes no ano transacto, o mesmo se aplicando
ao Latim; no SEUC, serão necessários 5 professores para Português, 2
para Francês de iniciação, 2 para Francês de continuação, 1 para
Literatura Portuguesa, havendo ainda 2 horas para a equipa pedagógica, 2
para Latim e 2 para Francês em Sala de Estudo.
Lembrando
que o 7º ano vai entrar em contexto de revisão curricular, o Coordenador
informou que aos três/quatro estagiários a receber pela escola estaria
vedada a partilha da mesma turma de Português e que não haveria turmas
de Latim para lhes atribuir individualmente. Assim, e não concordando com
estas mudanças de critérios práticos, propôs que lhes continuassem a
ser dadas as duas turmas do 7º ano em regime de co-docência, abrindo-se
a hipótese de se acolherem quatro estagiários em vez dos três
inicialmente previstos. Na sua opinião, coincidindo com a do
Departamento, a Escola aceitara os estágios, na premissa de que se
manteriam as condições do ano anterior, não havendo razões
esclarecedoras para a alteração súbita de princípios.
Surpreendida
pela situação, Fátima Bóia mostrou, então, o seu veemente protesto
pela forma não-atempada e vaga como vão chegando aos coordenadores as
informações necessárias ao lançamento do ano lectivo, dificultando-se,
deste modo, as diversas tarefas inerentes à distribuição de serviço. E
lançou algumas reflexões/questões: se o grupo/departamento tem
trabalhado bem, evidenciando-se o seu papel no contexto da escola e da
comunidade, como é público, estranha-se que não sejam respeitados os
respectivos direitos; se somos dois grupos para efeito de concurso de
pessoal docente, 8ºA e 8ºB, porque não nos é atribuída
a viabilidade de dois horários incompletos, um por cada?
Se há tão poucas turmas de Latim diurno, porque se insiste em
atribuir uma turma por cada estagiário, não se deixando nenhuma para os
professores do quadro? Por outro lado, verifica-se ser contraditória a
defesa da língua materna, quando não se cuida de garantir, desde o início,
a atribuição cuidadosa das horas de apoio e de trabalho acompanhado em
Sala de Estudo.
Lourdes
Rosa lembrou que, ao longo dos sucessivos anos lectivos, a Universidade de
Aveiro tem estado sempre receptiva a adaptações e a soluções de
compromisso, assentes em protocolos pontuais com a DREC, perante as
sucessivas dificuldades em cumprir-se o Regulamento dos Estágios, que tem
mais de 20 anos e se encontra ultrapassado mediante as alterações que o
sistema educativo tem vindo a viver, a diminuição de turmas nas escolas
e o aumento do número de estagiários; lamentou que este ano ainda não
tenha sido feito previamente o habitual estudo conjunto entre a escola e a
universidade, com vista à criação de condições de exequibilidade prática
dos estágios para 2002/2003. Propôs, e o Departamento aceitou, que ela,
Orientadora Pedagógica de Português, fique com a sua turma de
continuidade, 12º ano, e que os estagiários (quatro) leccionem em regime
de co-docência, dois a dois, as duas turmas de 7º ano, sendo esta uma
boa oportunidade para receberem formação nos novos aspectos da
reorganização curricular que entretanto se iniciará.
Na
sequência dos problemas assim surgidos, ficaram os professores de Latim
convocados para uma reunião
extraordinária a realizar na parte da tarde, tendo sido dado conhecimento
da sua excepcionalidade ao Presidente do Conselho Executivo.
Finalmente,
a equipa de coordenação agradeceu a colaboração
e o apoio prestados pelos colegas do Departamento, que em muito
contribuíram para um positivo desempenho dos seus cargos, sobretudo no
cumprimento das acções inseridas nos Planos de Actividades do
Departamento e da Escola.
Nada
mais havendo a tratar, encerrou-se a reunião; dela se lavrou a presente
acta que, depois de lida e aprovada, vai ser assinada pelo presidente e
por mim, que a secretariei.
O
Presidente
Abílio
Tarrinha
A
Secretária
Alice Pinho e Silva
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