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A velhice é uma rosa de
verão
Já tão murcha ou descolorida,
Só o orvalho a traz tão iludida
Para que não deixe de ser botão.
Rosa desfolhada é canção
Poema duma só estrofe sofrida
Folha no roseiral ressequida
Grito errático, asmática solidão.
Quando o inverno aqui chegar
Irá gelar mesmo sem o frio
Ate ficar em angústia a cismar:
O botão a vergar na haste, sumiu
E jamais virá de novo a desabrochar
Aquela já tão saudosa rosa do estio.
Maio de 2026 |