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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS JOSÉ ESTÊVÃO EM
MACAU

Professores e funcionários do AEJE em Macau
Durante a pausa letiva da Páscoa de 2026, uma comitiva do
agrupamento de escolas José Estêvão, AEJE, formada por um pouco mais
que uma vintena de professores e funcionários deslocou-se a Macau.
Hoje Macau pertence à China, desde finais de 1999, porém, durante
cerca de 442 anos esteve sob administração portuguesa, os
portugueses chegaram a Macau no século XVI e a partir de então, este
tornou-se um entreposto comercial muito importante entre a Europa e
o Oriente. Não é de admirar que muitos registos de arquitetura
colonial, como igrejas católicas e ruas com nomes portugueses sejam
frequentes. Apesar de se estar num período de transição, há uma
coexistência absolutamente pacífica entre a herança portuguesa e a
cultura chinesa, podendo verificar-se, por exemplo, na mesma cidade,
O Templo de A-Má, dedicado ao culto budista e as ruínas de São
Paulo, Património Mundial da Unesco, edifício bem representativo do
catolicismo e dos mais visitados em Macau.
Relativamente à visita propriamente dita, será muito difícil um
relato justo e fidedigno da diversidade de experiências, interações,
contactos e aprendizagens que foram vivenciadas, dada a enorme
cordialidade, cortesia e generosidade presente em todas as
circunstâncias em que o grupo esteve envolvido, quer sob o ponto de
vista educativo, quer gastronómico, cultural e tecnológico,
concretizando uma agenda muito bem programada e preenchida ao longo
de toda uma semana. Assim, destacam-se apenas alguns aspetos,
nomeadamente os vários objetivos que motivaram esta
visita norteada pelo protocolo designado por “I AM STEAM: Incentivo
para Aveiro e Macau STEAM” entre o AEJE e a Escola de Lou Hau,
integrada na Região Administrativa Especial de Macau. Este protocolo
é um incentivo para que alunos de ambas as instituições colaborem e
desenvolvam projetos conjuntos no âmbito da STEAM: A preparação da
visita e deste protocolo teve início no final do ano letivo
anterior, sempre com a colaboração da Universidade de Macau,
representada pelo inexcedível professor Tam, que incentivou e
promoveu veementemente esta ligação entre as duas instituições
educativas. O processo teve início em julho de 2025, quando a Escola
de Lou Hou e o AEJE formalizaram o protocolo de Geminação, aquando
da visita a Aveiro de uma delegação constituída por cerca de cinco
dezenas de professores de Macau ligados à escola de Lou Hou, os
quais, para além de terem testemunhado o estabelecimento do
protocolo de geminação, tomaram conhecimento dos modos de
funcionamento da nossa instituição, do seu Projeto Educativo, de
alguns dos diversos projetos internacionais em que o AEJE está
envolvido, para além do contacto com o espaço físico, cultural e
social da envolvência do agrupamento.
Para além da intensiva visita à Escola de Lou Hou, a delegação
portuguesa foi majestosamente recebida por diversas instituições de
referência no quotidiano macaense, designadamente, pelo cônsul-geral
de Macau e Hong Kong, Dr. Alexandre Leitão e pelo diretor da Escola
Portuguesa de Macau, Dr. Acácio Brito. A comitiva teve ainda
oportunidade de fazer uma visita guiada à grandiosa universidade de
Macau, ao Centro de Ciência de Macau bem como à Escola Secundária
Luso-Chinesa de Luís Gonzaga Gomes. A aprendizagem do português
nestas escolas é uma forma de manter viva a herança portuguesa no
Oriente, embora no dia a dia o uso do português seja raro. O grupo
foi ainda recebido pelos especialistas e representantes do
International Digital Intelligence Talent Development Base, no seu
Centro de Inovação, na cidade chinesa de Hengqin e ainda, na mesma
cidade, foi visitada a escola CNU Ziqi Experimental High School,
muito moderna e bem equipada,
retrato
bem ilustrativo do forte desenvolvimento tecnológico, desportivo e
arquitetónico presente nas mais modernas escolas chinesas. Nesta
escola, entre outros aspetos, destacam-se as instalações
desportivas, com dimensões olímpicas, as salas de música, a
modernidade das salas de aula e do seu equipamento tecnológico.
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Prof.ª Glória Leite e Prof. Fernando
Delgado na Escola Portuguesa de Macau
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