Alunos

PEIXE-MARIA

Ó Maria, que andas sempre em cardume e és branquinha! Não sabes nadar sozinha! Se um vira, tu viras também. Segues sempre os outros e não traças o teu próprio caminho.

Assim são os homens e as mulheres deste tempo, que vivem a copiar o que vêem, desde roupas a opiniões. Parece que têm medo de ser diferentes e de pensar por si, acabando por se copiar uns aos outros.

Nas redes sociais, com medo de não se pertencer, acabam por mostrar uma realidade ilusória. Querem ser aceites, e para isso escondem quem realmente são e seguindo um estereótipo – falam o mesmo, vestem o mesmo, sonham o mesmo.

Ó Maria, que representas a nossa geração, que molda a própria personalidade em troca de aprovação. De que te serve viver num mar tão grande e cheio de caminhos quando optas, sempre, pelo mais escolhido.

Olha ao teu redor, Maria, há um oceano inteiro à tua espera, mas tu preferes seguir a multidão, onde não és ouvida e onde ninguém te vê. Aprende, pequena branquinha, que é melhor nadares sozinha, na tua verdade, do que te perderes na influência e na mentira dos outros.

E vós, homens e mulheres deste tempo, aprendei agora que serem verdadeiros e únicos não é errado, certo é é viver com coragem e contra a corrente.

Texto de Eva Meleiro; Joana Carvalho; Luís Ferreira; Marta Castro; Sofia Torrealba, 11.º D

Ilustração de Inês Vieira, 12.º G

 

 

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