Ginástica Mental – Passatempos da USF Moliceiro

Num número anterior, apresentámos um conto tradicional intitulado «O Sal e a Água». Tempos depois, duvidámos do título, porque correctamente deveria ser «O sal e a Comida», uma vez que nem de água, nem de vinho se fala no conto. Voltámos a consultar a obra, pensando que nos teríamos enganado. Mas não! E agora, do mesmo livro, retirámos outro conhecido dos nossos tempos da escola primária: «Dom Caio». É um conto que não é exclusivamente nacional, porque existem versões similares noutras línguas.

Além das palavras cruzadas, temos uma sopa de letras com 38 das 159 cidades portuguesas existentes em 2026, retiradas da listagem do «Dicionário Cruzadístico» existente no espaço «Aveiro e Cultura», na entrada relativa a Portugal.

Dr. Henrique J. C. de Oliveira
Mestre pela Univ. do Minho

PALAVRAS CRUZADAS - Problema 5

Horizontais: 1.Cano por onde escorre a água nas fontes; criaturas mitológicas do folclore europeu 2.Trituram; liga; artigo definido no feminino 3.Artigo definido em espanhol; país da Península Ibérica; 4.Contemplar; adora 5.De confiança; maior lagarto de Portugal e da Europa 6.Memória de acesso aleatório; conheço 7.Vens para dentro; ir pelos ares 8.Uma noite incompleta; transferência de dinheiro 9.Aprumado; sétima nota musical 10.Terceira vogal; seguias; linguagem pouco correcta 11.Afia; lavrar

Verticais: 1.Autêntico; remete 2.Vasilha de metal com asa; O da arca 3.Interpretei às avessas; suplício 4.Relativo ao cabelo; determinante demonstrativo 5.Sentimento que deveria sentir-se quando se anda ao contrário em Roma; nome próprio feminino 6.Batráquios; abreviatura de Secundário 7.Nem estas nem aquelas; padiola 8.Grande mamífero africano; descobrir 9.Campos com bastante água para rega; cobertura das ovelhas 10.Conjunção subordinativa copulativa; adora; cozinhar no forno 11.Grande sala; arma de Zeus quando se irrita.

Resolva as palavras cruzadas directamente no computador, tablete ou telemóvel clicando na grelha.

Dom Caio (Conto tradicional português)

Era um alfaiate muito poltrão, que estava a trabalhar à porta da rua; como ele tinha medo de tudo, o seu gosto era fingir de valente. Vai de uma vez viu muitas moscas juntas e de uma pancada matou sete. Daqui em diante não fazia senão gabar-se:

– Eu cá mato sete de uma vez!

Ora o rei andava muito preocupado, porque lhe tinha morrido na guerra o seu general Dom Caio, que era o maior valente que havia. E as tropas do inimigo já vinham contra ele, porque sabiam que não tinha quem mandasse a combatê-las.

Os que ouviram o alfaiate a dizer por toda a parte «Eu cá mato sete de uma vez» foram logo metê-lo no bico ao rei, que se lembrou de que quem era assim tão valente seria capaz de ocupar o posto de Dom Caio. Veio o alfaiate à presença do rei, que lhe perguntou:

– É verdade que matas sete de uma vez?

– Saberá Vossa Majestade que sim.

– Então, nesse caso, vais comandar as minhas tropas e atacar os inimigos que já me estão a cercar.      (continua na página seguinte)

 

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