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Dia Mundial da Saúde
Sexual
No dia 4 de setembro assinala-se o Dia
Mundial da Saúde Sexual, uma data que nos convida a olhar para a
sexualidade para além da doença e da reprodução. Portugal foi
pioneiro ao instituir oficialmente o Dia Nacional da Saúde Sexual,
reconhecendo que viver a sexualidade de forma saudável é também um
direito humano. Segundo a OMS, a Saúde Sexual é definida com
um estado de bem-estar físico, mental e social em relação à
sexualidade.
Mas, afinal, o que significa ter saúde sexual?
É poder viver a sexualidade com liberdade, informação, prazer,
segurança e respeito, sem medo de discriminação, coerção ou
violência. É ter acesso à contraceção e a cuidados de saúde que
permitam planear uma gravidez, mas também prevenir as infeções
sexualmente transmis-síveis. É poder dizer “sim”, mas também “não”.
É conhecer o próprio corpo, fazer escolhas conscientes e construir
relações baseadas no consentimento, confiança e respeito mútuo.
Celebrar esta data é também lembrar que ainda existem silêncios,
preconceitos e de-sigualdades. Por isso, falar de sexualidade com
o seu Médico de Família é cuidar, prevenir, esclarecer, acolher e
criar espaço para que dúvidas e medos possam ser partilhados sem
julgamentos.

Uma sexualidade saudável começa quando cada
pessoa se sente livre, informada e respeitada para viver a sua.
Dr.ª Mariana Ferreira Seabra
Interna de Medicina Geral e Familiar
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SONO SAUDÁVEL
pequenos hábitos,
grandes benefícios
Dormir bem é um pilar fundamental na saúde,
tão importante como praticar uma alimentação equilibrada ou
exercício físico regular. No entanto, o sono continua a ser
desvalorizado por muitos. Mais do que simplesmente dormir 8 horas
por dia, um sono saudável depende da qualidade, regularidade e
hábitos associados ao descanso.
Durante o sono, o nosso organismo realiza funções
essenciais ao consolidar memórias, fortalecer o sistema
imunitário e permitir a recuperação física e mental. Quando
dormimos mal de forma persistente, temos um risco aumentado de
contrair certas patologias: hipertensão arterial, diabetes,
obesidade, ansiedade, depressão, problemas de memória.
Em média, um adulto necessita de dormir cerca de
7 a 9 horas por noite, mas este valor varia de pessoa para pessoa e
também ao longo da vida. Contrariamente ao que seria expectável,
dormir muitas horas não é sinónimo de dormir bem. Acordar múltiplas
vezes durante a noite, sentir cansaço ou sonolência excessivos ao
longo do dia podem ser sinais indiretos de um sono de má qualidade.
A “higiene do sono” inclui hábitos simples que
ajudam a melhorar o sono. Uma das medidas mais importantes, é manter
horários regulares para adormecer e acordar, incluindo ao fim
de semana. O ambiente do quarto é também um fator crucial,
deve ser silencioso, escuro e confortável, com uma
temperatura adequada. Deve ser evitado o uso de ecrãs, como o
telemóvel ou a televisão, uma hora antes de deitar, uma vez que
a luz azul interfere na produção de melatonina, uma hormona que
ajuda na regulação do sono.
Também a alimentação e os hábitos diários têm
impacto no sono. A ingestão de bebidas com cafeína ou álcool, bem
como refeições pesadas podem prejudicar o descanso. Por outro
lado, a prática regular de exercício físico, desde que não seja
feito 1 hora antes de dormir, contribui para um sono mais reparador.
Em períodos de maior stress, é normal
existirem noites com pior qualidade de sono. Mas, se a
dificuldade em dormir se prolongar durante semanas, interferir com o
funcionamento diário ou surgirem outros sintomas como o ressonar,
pausas respiratórias, deve procurar o seu médico.
Cuidar do sono é cuidar da saúde. Pequenas
mudanças nos hábitos diários podem fazer uma enorme diferença no
bem-estar, energia e qualidade de vida.

Dr.ª Sara Figueiredo Lopes
Interna de Medicina Geral e Familiar
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