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Dia Mundial do Vitiligo
Assinalado a 25 de junho, o Dia Mundial do Vitiligo visa aumentar a literacia em saúde sobre esta doença
cutânea crónica, caracterizada pelo aparecimento de manchas
despigmentadas resultantes da destruição ou disfunção dos
melanócitos, as células responsáveis pela produção de melanina.
O vitiligo pode surgir em qualquer idade e afetar
qualquer área da pele. A sua causa não está completamente
esclarecida, porém os mecanismos auto-imunes desempenham um papel
relevante no desenvolvimento da doença.
Embora não seja contagioso nem constitua uma
ameaça direta à saúde física, pode ter impacto significativo na
qualidade de vida e na autoestima dos doentes.
Perante o aparecimento de manchas claras na pele
ou alterações da pigmentação sem causa aparente, os utentes devem
recorrer ao seu Médico de Família. A avaliação clínica permite o
enquadramento diagnóstico inicial, a exclusão de outras patologias
com apresentação semelhante e, quando clinicamente indicado, a
referenciação para consulta de Dermatologia. O Médico de Família
desempenha ainda um papel importante no esclarecimento de dúvidas,
na informação sobre a evolução da doença e nas medidas de proteção
cutânea, nomeadamente a utilização adequada de fotoproteção nas
áreas despigmentadas.
A sensibilização para o vitiligo contribui para
um diagnóstico mais precoce, para o combate ao estigma associado às
alterações visíveis da pele e para uma melhor integração dos doentes
na comunidade.
Dr.ª Francisca Maniés Silva
Interna de Medicina Geral e Familiar
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Obesidade em Portugal: um desafio crescente para a saúde pública
Sabia que cerca de 28,7% da população portuguesa
tem obesidade? E que considerando as pessoas com excesso de peso,
este valor aumenta para 67,6%?
A obesidade em Portugal constitui
atualmente uma ameaça à saúde pública, pois aumenta o risco de
desenvolvimento de várias doenças, como a Diabetes Mellitus tipo
2, doenças cardiovasculares, osteoarticulares, oncológicas e
respiratórias.
Esta condição resulta de um desequilíbrio
entre as calorias ingeridas e as gastas. Quando a ingestão
ultrapassa as necessidades do organismo, o excesso é armazenado sob
a forma de gordura. Assim, o consumo alimentar deve ser ajustado às
atividades realizadas ao longo do dia.
Para além deste desequilíbrio energético, existem
outros fatores que podem aumentar a predisposição para a obesidade,
como fatores genéticos, o estado socioeconómico, a toma de
determinados fármacos e os desequilíbrios emocionais.
Existem diversas estratégias para o controlo do
aumento de peso. Relativamente à alimentação, recomenda-se o
aumento do consumo de legumes e fruta e a redução do consumo de
fritos e processados. Deve ainda ser assegurada a ingestão de
pelo menos 1,5 litros de água por dia e a realização de pelo
menos 5 refeições diárias.
No que diz respeito à atividade física, a
Organização Mundial da Saúde recomenda a prática de 30 minutos
diários de exercício (ex.: caminhadas), 5 dias por semana.
A manutenção de uma boa higiene do sono é
igualmente fundamental. Ter horários regulares para deitar e
levantar, dormir pelo menos 8 horas por noite e evitar a utilização
de dispositivos eletrónicos antes de dormir são medidas que
contribuem para aumentar os níveis de energia no dia seguinte.
O stress também pode influenciar o aumento de
peso, podendo levar ao consumo de alimentos pouco saudáveis ou fazer
com que algumas pessoas encontrem na comida uma forma de compensação
emocional.
Importa ainda lembrar que as crianças são
fortemente influenciadas pelo exemplo dos adultos: quando estes
adotam estilos de vida pouco saudáveis, existe maior probabilidade
destes serem reproduzidos.
Por fim, a perda de peso melhora a qualidade
de vida, diminui o risco de mortalidade e contribui para uma
evolução favorável das doenças associadas.
Mariana Valente e Sofia Arroteia
Estudantes de Enfermagem
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