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Será
banal? Mas gosto tanto do mar!
Talvez
porque o mar
É
saudade de baloiço, de brincar,
De
viajar em sonho ou não,
De
tempestades vencidas
E de
ilhas misteriosas…
Parece
repetir-se em cada onda.
Mas quem
olha bem
Para os
desenhos de espuma?
A onda é
fiel ao seu modo de quebrar
As
marcas na areia, porém, são criadoras.
Quereria
o mar a perfeição da Mãe?
– Que
balanceia o filho ao colo
Que o
leva a «molhar os pés»
Que o
ajuda a vencer tempestades
E a
fazer do futuro uma bela ilha misteriosa?...
Já
disse: eu gosto muito do mar:
–
É a saudade viva da Mãe.
Aveiro, 29-04-2026 |