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Pagão
tem a nobreza antiga de pujante raiz de palavras:
PAK
– Tem a força dos pactos e a estabilidade da
paz
A solidez
do pau que marca os limites dos campos fecundos
Ao redor
dos pagos, longe da corrupção das cidades,
E a
beleza da página bem lavrada em esquadria
Imitando
os sulcos que fertilizam a terra.
Mesmo com
nuvens negras, é sempre um dia bonito.
E as
cruzes engalanadas difundem o cheiro a vida.
A Páscoa
é sempre pagã
Porque
nasce com a força da primavera
Entre as
flores que nos cativam com promessas de frutos.
Porque
cheira ao sol que brilha na chuva
E
transforma a terra em páginas cultivadas
Donde
nascem os grandes livros, os pensamentos
E as
cidades que se firmam em pactos de paz.
É a
Páscoa dos Discípulos de Emaús:
Afastavam-se de Jerusalém lembrando esperanças perdidas.
(Dói
muito ver partir quem caminha connosco de braço dado…)
Mas
guardavam de Jesus uma imagem luminosa
Porque o
seu agir e falar apontavam para o futuro
Para o
bem maior das gerações que vão crescendo
(Lembrando que a mulher em dores de parto
Exulta de
alegria por ter gerado vida nova).
Confusos
de tão tristes
Não
conseguiam abrir as páginas da Vida.
Quando as
souberam ler?
– Ao
darem atenção ao estranho viajante
Que se
lhes juntou na grande caminhada… |