|
Enfarte Agudo do Miocárdio,
vulgarmente conhecido como Ataque Cardíaco
Todos os anos mais de 10 mil portugueses
sofrem um enfarte agudo do miocárdio, vulgarmente conhecido como
ataque cardíaco. Esta é um importante causa de mortalidade e/ou
morbilidade, pelo que a sua prevenção é essencial. É também
essencial agir rápido quando surge a suspeita de uma pessoa estar a
ter um ataque cardíaco.
O que é?
O enfarte agudo do miocárdio ocorre quando uma das artérias do
coração fica obstruída, o que faz com que o sangue não chegue a
uma parte do músculo do coração. Assim, o músculo cardíaco deixa
de funcionar por falta de oxigénio e nutrientes.
Como se manifesta?
A dor forte e intensa no peito é o sintoma mais frequente,
mas o enfarte agudo do miocárdio pode fazer-se acompanhar de outros
sinais como:
- Dor abdominal, que se pode estender para os braços, costas e
maxilar
- Náuseas e vómitos
- Suores
- Falta de ar
- Tonturas
Normalmente os sintomas duram mais de 20 minutos, mas também podem
ser intermitentes. Podem ocorrer de forma repentina ou gradualmente
ao longo de vários minutos.
Se
suspeitar que estou a ter um enfarte, o que devo fazer?
Se apresentar algum dos sintomas de enfarte agudo do miocárdio deve
contactar de imediato o 112 e/ou pedir ajuda a alguém para o fazer.
A assistência médica é essencial, já que, quanto mais rápido for o
diagnóstico e o acesso ao tratamento adequado, maior a possibilidade
de salvar o músculo em risco e de recuperação e menor o risco de
complicações graves ou até fatais.
Como posso prevenir?
O enfarte pode ser prevenido com a adoção de um estilo de vida
saudável e controlo de fatores de risco:
- Deixar de fumar
- Controlo rigoroso da alimentação
- Prática de exercício físico
- Apresentar os valores recomendados de:
- pressão arterial
- colesterol
- glicemia
Dr.ª Cláudia Álvares
Interna de Medicina Geral e Familiar
Fonte:https://www.sns24.gov.pt/pt/tema/doencas/doencas-do-coracao/enfarte-agudo-do-miocardio |
Dia Mundial do Cancro do
Ovário
No dia 8 de Maio celebra-se o Dia Mundial do Cancro do
Ovário. O cancro do ovário é um cancro ginecológico com baixa
incidência, mas muito letal nas mulheres portuguesas.
Numa fase inicial o tumor pode não dar sintomas ou os
sintomas serem confundidos com problemas do foro gastrointestinal
(náuseas, enfartamento, obstipação, diarreia, perda de apetite,
fadiga, desconforto abdominal, indigestão) ou urológico (polaquiúria,
urgência em urinar). Não sendo o quadro mais frequente, pode, por
vezes, surgir falta de ar ou hemorragias vaginais invulgares após a
menopausa. Com o avançar da doença, os sintomas vão progredindo e,
normalmente, é numa fase mais avançada que é feito o diagnóstico.
Existem fatores de risco, por exemplo, antecedentes
familiares ou pessoais de cancro da mama, ovário, útero ou
colorretal, idade > 55 anos, nunca ter engravidado, terapêutica
hormonal apenas com estrogénios (≥10 anos), mutação genética BRCA1
ou BRCA2 ou associado ao S. Lynch, etc. Mas também existem
fatores protetores, por exemplo, a toma de contracetivo
combinado oral (≥5 anos), laqueação tubar, histerectomia /
salpingectomia bilateral e amamentação, etc.
Não existe rastreio para o cancro do ovário em Portugal,
sendo essencial estar atenta ao aparecimento de sintomas,
consultando o seu Médico de Família para uma avaliação adequada.
Dr.ª Mariana Seabra Ferreira
Interna de Medicina Geral e Familiar
|