Ginástica Mental – Passatempos da USF Moliceiro

No presente número, além das palavras cruzadas e de uma sopa de letras com 28 cidades europeias, os utentes da USF Moliceiro têm à sua disposição um conto tradicional português, recolhido em tempos que já lá vão por um escritor português de nome Teófilo Braga.

Este senhor, nascido em 1843 em Ponta Delgada e formado pela Universidade de Coimbra, foi um poeta, filólogo e escritor português e também um dos primeiros Presidentes da República Portuguesa. Deixou-nos uma colecção de recolhas de contos tradicionais, publicados no século passado sob o título «Portugal de Perto». Foi desta valiosa colecção de textos que recolhemos o conto intitulado «Enfiada de Petas».

Dr. Henrique J. C. de Oliveira
Mestre pela Univ. do Minho

PALAVRAS CRUZADAS - Problema 2

Horizontais: 1. Protuberância respiratória acima da boca; cobrem. 2. Um dos maiores continentes da Terra; observa. 3. O primeiro dígito com valor; aleija; aquilo que respiramos. 4. Gigante da mitologia grega; aquilo que une pessoas ou coisas. 5. Sem ela os pássaros não voam; ocasião. 6. Antiga nota musical de dó; divindade egípcia. 7. Deus do islão; abreviatura de mitologia. 8. Cozinhar no forno; cordão para apertar os sapatos. 9. Decifrei; o que o touro faz; ditongo da língua portuguesa. 10. Líquido cujo símbolo é H2O; Calosidade. 11. Vegetal aromático; interromper

Verticais: 1. Navegante; compartimentos. 2. Doença do foro respiratório; avance. 3. Graceja; objectos metálicos para bebidas; localidade do distrito de Aveiro ou universidade de Lisboa abreviada. 4. Andávamos, terras empapadas ou localidade do distrito de Aveiro. 5. Uma casa sem a primeira letra; altar. 6. Símbolo químico da prata. 7. Saudação ou onda do mar; grande porção de água salgada. 8. Adorais; ilha da Grécia. 9. Três vírgula catorze dezasseis; Grande artéria do corpo humano; Assembleia da República. 10. Lavram; substância aglutinante. 11. Os maiores espaços dominados pelos portugueses de outrora; Antónimo de menor.


ENFIADA DE PETAS
(Conto tradicional português)

Era uma vez um homem, que não pôde pagar a renda ao fidalgo de quem era caseiro, e foi-lhe pedir perdoança; o fidalgo pensou que o que ele estava era a mentir, e disse-lhe:

– Só te perdoo as medidas da renda se me disseres uma mentira do tamanho de hoje e amanhã.

Foi-se o lavrador para casa e contou a coisa à mulher, sem saberem como se haviam de arranjar com o senhorio, que os podia pôr no olho da rua. Um filho tolo, que tinha, disse:

– Ó meu pai, deixe-me ir ter com o fidalgo, que eu hei-de arranjar a coisa de modo que ele não tenha remédio senão dar a perdoança das medidas. (cont. na pág. seguinte)

 

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