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Grafologia
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Grafo1o_ia
Estudo do caracter pela escripta
É a GRAfOI,OGIA uma scleucla relatlvameute uova, mas que ,já couta,
eutre os seus mais devotados cultores, in,Uvldualdades como Lombroso,
Héricourt, Creplenx Jamln, Engen Kirchner e outras, cnjos nomes
bastam a acredital-a. OS "SERÕES" dão hoje, devido à penna do nOsso
colaborador Sr. Cruz Andrade, nm desenvohido artigo sobre esta
sclenela, que no estrangeiro tem conseguido apaixonar um grande
nume.'o de "tudlosos e que, por certo, despertará entre os nossos
estimaveis leitores o mesmo Interesse.
M Portug'al- ainda hoje ha muito quem sorria, apiedado, do que em
sua presença afirme que pela escripta se pode avaliar das
qualidades, defeitos e t€ndencias, educação ou estado fysico da
pessoa que escreve. Todavia, quem assim procede demonstra sómente um
espirito ilogico ou superficial, porque todos nós constatamos ou
podemos constatar que, em determinadas circumstancias, a nossa
propria letra sofre modificações sensiveis. É ainda devido a estas
frequentes modificações que alguns julgam a grafologia incapaz de
traduzir a individualidade psychica, porque, dizem: «eu escrevo de
diferentes maneiras; a letra em que começo uma carta é raras vezes
egual áquela em que a termino», Isto é certo. em parte. Com efeito,
os individuos de grande sensibilidade e de grande imaginação
oferecem esse exemplo, que em nada desvalorisa a theoria, porque, se
bem observarmos, notaremos que essa diferença consiste apenas nos
traços accessorios e nunca nas formas geraes da escri pta; estas
revejam, por consequencia, ao grafologo os traços fundamentaes do
caracter e aqueles as dispo
sições' accidentaes, '
Ilustremos I; theoria : O leitor acaba de re
ceber uma noticia que o encheu de jubilo e 'Vae 'por s,ua'
vezçommunical-a a uma. pessoa querida. A letra, habitualmente sobria
e hQ
risonta1, apresenta-se agora dynamogenea, (I) movimentada,
ascendente, isto é, tendendo a afastar-se da horisontalidade
habitua], (fig. I). Contrariamente, se a communição a fazer procede
d'um profundo sentimento de desgosto, d'anniquilamento, a escripta
será inhibida (2),
hesitante, contrahida e descendente, (fig. 2).
Isto porque, no primeiro caso, houve augmento d'actividade,
traduzido por movimentos expansivo_, centrífugos, e, no segundo, um
enfraquecimento, que se denuncia por movi
mentos inhibitorios, centrípetos.
Ora a escripta não é senão uma série de pequenos gestos, um
conjuncto de movimentos exteriorisados,-pr010ngamento do movimento
cerebral que constitue a vida psychica.
Possuindo cada individuo um modo especial de gesticular, em
harmonia, é cJaro, com o processo de reacção do seu organismo, assim
tambem por cada individuc> existe uma fy, sionomia, um typo especial
de escripta, em
_ ,--.----
(I I São dynamogeneas, segundo Bronw-Séquard, as irritaç6es nervosas
que, mais ou menos instantaneamente, por uma maior ou menor duração
nas partes nervosas ou contracteis mais ou menos distantes do logar
da irritação, exageram mais ou menos uma potencia ou uma funcção.
12) São inhlbltorias, segundo o mesmo auctor, as irritaç6es nervosas
que, mais ou menos instantaneamente, por uma maIOr ou menor duração
nas partes nervosas ou con, tracteis, mais ou menos distantes do
lo?ar da irritaçáo, fazem desapparecer mais ou menos uma potencia ou
uma funcção.
Subentende-se que a escripta é inhibida, accidental. mente,
relativaméute ã dyuamogeueipage habitual.
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harmonia não só com as suas tendenÓas, mas tambem com as suas
faculdades,
Partindo d'estas conclusões admite-se que, para cada sensação,
exista um typo de reacçãJ e um gesto correlativo, e que, se pela
vontade podemos sufocar no trato quotidiano a manifestação externa
d'esses movimentos, na es.cripta, que é, repetimos, uma série de
pequenos gestos espontaneos e instinctivos quasi sempre, é isso
totalmente impossivel. A grafologia é, desde logo, a sciencia
d'observação
que maiores compensações oferece no estudo
da psychologia humana porque, se é certo
que um simples gesto revela a um olhar in
vestigador um determinado estado d'alma, é
evidente a superioridade do gesto escripto, que tem sobre aquele,
inapreciavel muitas vezes
por falta de comparação, a vantagem de ser
permanente e permitir a analyse d'estados
semelhantes.
Teem a mais cabal applicação em grafo
logia as seguintes conclusões a que chega o
Dr, Héricourt, no seu estudo sobre a manifestacão exterior dos
sentimentos:
;,É d'observação corrente, quer se trate de
gestos espontaneos, inconscientes, ou d'uma
mimica sabiamente estudada;
Que a energia da vontade se traduz por
gestos pesados, fortemente accentuados ;
Que a uma exposição clara e limpida corres
ponde o gesto ponderado e nitidamente dese
nhado;
Que as pessoas sensiveis tomam, como _e diz
vulgarmente, uns ares inclinados (air penché);
Que o egoismo parece sempre designar-se
por movimentos centrípetos, que lhe são ha
.bituaes;
Que o homem franco possue um gesto aberto
,e nitido;
Que a. dissimulação tem o gesto. fugitivo
<:omo o 'olhar e que os seus movimentos, como
as suas frases, parecem estar sempre incompletos;
Que o exaltado se conhece de longe pela
amplitude dos seus movimentos;
Que o homem alegre e saudavel tem os gestos vivos e ascendentes, em
quanto a tristeza faz inclinar a cabeça e pender M 1:>r_ços;
Que o amavel evita os movin' '",s angulo
sos, sempre quadrados ou P'h '"" ho
mem rude e de trato d_sa__r_
Que a graça arredonda vu '1entos e
descreve circulos;
Que o homem simples _,_ fa;:; notar pela so
briedade e egualdade das suas maneiras,»
Basta, pois, subordinar ao termo escripta os termos gesto, altitude
e movimento, para se possuir a base da theoria que forma o objecto
d'este estudo,
A energia da vontade denuncia-se na escri
pta por traços fortes e seguros;
A sensibilidade peJa inclinação da letra;
O egoismo por curvas reentrantes e traços
sinistrogyros, isto é, dirigidos da direita para a esquerda
especialmente no fim das palavras.
A franqueza é caracterisada pela abertura
das letras;
A dissimulação revela-se por palavras terminando em ponta,
frequentemente ilegivelS;
A exaltação amplifica os traços;
A alegria dá os traços vivos, leves.e ascen
dentes;
A amabilidade apresenta a letra arredon
dada, com ausencia de curvas reintrantes; e,
Finalmente, a simplicidade revela-se pela
simplicidade e egualdade da escripta,
Isto basta para fazer comprehender a grande utilidade d'este estudo
e para que se justifique a importancia que a grafologia adquiriu já
n'alguns paizes, especialmente na utilitaria Inglaterra, aonde é
frequentemente solicitada a dar o seu conselho em negocios do maior
interesse.
Edificante sob este ponto de vista a seguinte anecdota: (I)
"O casamento de M,u. de Duras com o marquez de Custine devia
efectuar-se em breve, Uma manhã a duqueza de Duras tinha no seu
salão, alem dos noivos, o conde de Nieuwer
(I) Memoires du comte Horace de Vicl Gastei sur le rigne de Napoleon
IIl.
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kerke, o barão de Humboldt e outras pessoas. O barão pretendia que
para conhecer o cara<:ter lhe bastava ver a escripta da pessoa, e
_sta pretenção, já confirmada por bastantes _xperiencias, era n'essa
manhã o assumpto de <:onversação.
- Vejamos, diz subitamente M.rno Duras, _ntregando-;"e uma carta que
lhe haviam pas_ado. Vf';" ._ -1e Humboldt, se podeis jul
gar rJ_<d ,,'essa carta o caracter de
quem a e_'
O baril-., ., um grande sabio alie mão
que era, conc.,lIra-se, examina, começa uma dissertação sobre a
forma das letras, a sua fysionomia e sua singularidade; depois
começa a demonstrar que a creatura de quem _Ilas procedem é um ser
extraordinario, de gostos estravagantes, de imaginação corrupta.
mmoraI. .. Emfim, traça um retrato abominavel, apezar dos esforços
da duqueza para o interromper (mas não se interrompe com fadlidade
um sabio aIlemão), porque a pessoa julgada era nem mais nem menos do
que o proprio marquez de Custine.
O casamento não se efectua. Custine casa <:om M.lo de Courtomer, e
torna-se o ser in
qualificavel que conhecemos. O sr. de Humboldt não se havia
enganado».
Quantos desgostos se poderia evitar se se conhecesse melhor as
pessoas com quem privamos diariamente e quantos amigos... figadaes
não seriam por esta forma desmascarados!
A utilidade d'este estudo estende-se a todas as circumstancias da
vida social; em familia, para orientar os paes sobre o modo de vida
que mais se harmonisa com as qualidades e aptidões dos filhos; no
commercio, para se conhecer o valor moral dos correspondentes
e empregados (meio de informação muito praticado actualmente na
Inglaterra); em questões de casamento, para conhecer as qualidades
ou defeitOs dos noivos; no professorado,
como ramo precioso de psychologia pedagogica; aos medicos-legistas,
para verificação da inculpabilidade dos accusados e do seu grau de
responsabilidade; e, emfim, no trato quotidiano, para conhecermos as
pessoas com quem tratamos, o que tambem vale alguma coisa.
3_4
*
* *.
Vamos, pois, fornecer aos no_sos leitores umas breves mas claras
noções da nova sci<:ncia, que lhes permitirão emprehender, desde já,
um estudo que tem tanto de util como de agradavel.
Antes, porém, umas ligeiras observações ácerca da escolha dos
documentos a analysar, e convem analysar muitos, porque a faculdade
de observação afina-se e desenvolve-se, como qualquer outra, pelo
exercicio. Os documentos são, sob o ponto de vista grafologico, bons
ou maus. São bons os que revelem naturalidade e espontaneidade:
cartas intimas em que o individuo se. mostra como é, ou rascunhos,
quando não estejam iIIegiveis. São maus os escriptos a lapis,
porque.o lapisdeforma certos traços de grande importancia, as copias
oficiaes, autografos lithografados, escriptas commerciaes,
caligraficas, ou escriptos em papel ordinario que modifique a letra
por uma rapida absorção da tinta, com
penna incapaz e, finalmente, com má posição ....
do braço. Deve evitar-se tambem os que denunciem grande agitação,
porque podem ser
mais o producto d'uma exaltação passageira
do que o d'um estado permanente do espirito.
N'este caso devemos procurar autografos diferentes da mesma pessoa,
e, se em todos se observa a mesma perturbação, poderemos concluir
que o individuo é portador de qualquer doença mental, - as
resultantes dirão qual é. Nunca nos devemos pronunciar, quando não
possuamos uma longa pratica, sobre uma escripta apenas e, muito
menos, sobre um
traço isolado, ainda que muito significativo, porque frequentemente
são destruidos pOI
outros ou pelas resultantes psychologicas de que mais adeante
falaremos, o que significa, em taes casos, lucta entre as varias
tendencias, com triumfo por parte da que fôr dominante.
*
* *
Sendo a carta intima o melhor documento_ admitamos que é sobre eHa
que temos de fazer o nosso estudo. Em primeiro logar, notaremos a
marginação, de que ha seis especies. principaes; a primeira (fig. 3)
distingue-se pela ausencia, o auctor como que receia que
o papel lhe venha a faltar e economisa-o. É:
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signal d'avareza e tanto maior se as letras estão como que
empilhadas e as palavras sem a separação normal. (I)
A pequena margem (fig. 4) mostra ainda um individuo economico, mas
d:uma economia menos sordida, proveniente d'uma comprehensão mais
inteligente das necessidades da vida; todavia, não é generoso.
A margem crescente (fig. 5) é vulgar nas pessoas de poucos meios e
com habitos de despeza; significa a victoria d'estes habitos.
A grande margem (fig. 6) revela grandeza de vistas, se os signaes de
cultura são fortemente accusados; e, d'uma maneira geral,
generosidade, que pode ir até à prodigalidade se os outros signaes
concordam.
A margem de crescente (fig. 7) indica sim
---
(I) É preciso não perder de vista que um signal não tem por si mesmo
signjficação absoluta; procederia impruden.. temente quem pela
marginação da carta (fig. 3) decidisse que o seu auctor é um
avarento. A leltra pertence a um espírito superior e esse defeito de
temperamento encon. tra.se modificado por outros traços. Tanto esta
como as outras cartas encolJtramol.as aqui, unicamente sob o aspecto
da margínação.
plesmente_C O triumfo da economia sobre a despensividade. É a margem
dos chefes de familia, que sacrificam às necessidades domesticas os
seus habitas de despeza.
Por ultimo, temos a margem em enquadramento (fig. 8), que indica um
espirito claro e muito sensivel à harmonia da forma. É a margem dos
poetas e dos artistas em geral.
Notaremos em seguida o conjuncto, que exprime o processo mental do
escrevente, sob os pontos de vista da legibilidade, dimensão das
letras, nitidez, direr:ção das linhas, ligação, plasticidade e
_obriedade da escripta.
Legibilidade. A escripta bem legivel indica franqueza, abertura
d'alma, quando não é ex-clusivamente caligraf:ca, porque n'este caso
significa nulidade ou preciosismo. A escripta legivel a que nos
referimos é aquela que, sendo-o eminentemente, se afasta das regras
caligraficas (fig. 9)' A escripta ilegivel indica naturalmente o
contrario.
Grandeza. A letra mede nos nossos dias dois milimetros,
approximadamente, a minuscula e um centimetro a maiuscula. A letra
normalmente grande (fig. 10) diz aspirações elevadas, concentração,
timidez, orgulho, generosidade, concepção lenta ou presbytia.
A letra pequena (fig. I I) mostra um juizo
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analytico estreito com tendencia a perder-se nos detalhes, sem dar
jamais um pensamento completo; é tambem um indicio de minuciosidade,
d_ finura ou de myopia.
r H.. _
Nitidez. A escripta nitida (fig. 9) significa
energia, precisão, clareza e ordem nas idéas.
A confusa, devido principalmente ao entre-laçamento da& letras e ao
seu grande movimento, revela confusão nas idéas, imaginação viva e
desregrada; quando muito apertadas umas contra as outras, indica
tambem egoismo e avareza.
A direcção das linhas, segundo a expressiva imagem do eminente
grafologo francez Mariu_ Decrespe, está para o escrevente como o
barometro para as variações da pressão atmosferica, mostra o humor
com que ele encara os acontecimentos.
A escripta ascendente (fig. 1) diz enthusiasmo, ambição, triumfo,
ardor, alegria, _ agitação, sensibilidade exagerada, reacção contra
um estado depressivo.
Escripta descendente (fig. 2). Tristeza, «surmenage» intelectual,
sensibilidade doentia, falta de confiança em si mesmo, fadiga.
Escripta horisontal, - sensibilidade minima ou, então, vontade
persistente de homem que vae direito ao seu fim, sem enthusiasmos,
mas tambem sem hesitações.
Serpentina (fig. [2) diz trabalho de pensamento, sensibilidade,
hesitação, cultura de espirito. Na es.:ripta grosseira é tambem um
sienal de malicia.
Ligação. Um dos resultados mais interessantes da grafologia é o de
poder conhecer pela ligação da escripta o valor mental de quem
escreve e é ao mesmo tempo um meio de apreciação de que a critica
psychologica
não pode dispensar-se. A escripta pode ser ligada. semi-ligada ou
justaposta.
A ligação das letras nas palavl"as, e às vezes
as proprias palavras ligadas entre si (escripta ligada figo 12),
indica um espirito deductivo, logica, sequencia nas idéas com
tendencias para o positivismo intelectual; se coexistem
sensibilidade, vivacidade de concepção e imaginação, resultará um
exagerado para quem os factos mais insignificantes revestem
proporções assombrosas.
A ligação das palavras indica mais especialmente actividade
d'espirito, precipitação. (i)
Letras ligadas por grupos (escripta semi-ligada) mostra um espirito
assimilado r, apto a todos os estudos, mas sem grande superioridade
em nenhum d'eles, eccletismo, actividade de espirito.
A escripta justaposta, aquela em que as letras estão separadas na
palavra (fig. i3), diz sensibilidade e impressionabilidade
intelectuaes, espirito de systema, intuição.
A inclina cão corresponde ao grau de emo
tividade do _screvente. É um dos pontos mais
importantes da grafologia; convém por i_so prestar-lhe detida
atenção. Para melhor com-prehensão, extrahimos do precioso livro do
dr. Eugen Kirchner, «Geistiges Training», copia do seu grafometro
(fig. i4), que temos por muito pratico e sobretudo de facilima
app!icação. Basta reproduzir a figura em papel vegetal e ajustar
depois à linha da escripta a linha A-B do grafometro.
Em grafologia, como em todas as sciencias de observação, ha lacunas
que ao observador compete preencher. Por exemplo, applicado o
gafometro, a letra projecta-se entre o angulo «sensibilidade. e o
angulo «paixão»; isso revela, naturalmente, uma sensibilidade mais
viva. Se ficar no angulo
«sensibilidade» mais proximp do an
guIo «frieza», indicará, pois, uma sensibilidadE. menos viva e mais
contida.
(I) A ligação nas escriptas inferiores indica falta de ideaçáo,
trabalho dificil de pensamento.
327
A escripta vertical indica clareza, razão, in-flexibilidade, frieza
e algumas vezes dureza de <:oração.
A escripta habitualmente inclinada para a <_squerda diz
dissimulação, reserva, sensibilidade contida. Accidentalmente
inclinada para o mesmo lado: desconfiança, dissimulação; ordem e
clareza, quando se trata de documentos oficiaes. Nota-se que, se
pretendemos disfarçar a letra, instinctivamente a inclinamos para a
esquerda. As cartas anunymas são geralmente escriptas n'esta letra.
A plasticidade accusa o grau de sentimento esthetico. Com efeito, a
letra não é bela porque seja perfeita no sentidocaligrafico do
termo,-nota-se até que a lettra assim é quasi sempre mono tona e
inexpressiva, - é bela quando denuncia mais ou menos a
individualidade do auctor. A leura da figura 15 é, caligraficamente,
imperfeita; é bela, porém, sob o ponto de vista grafologico, por
muito ex-pressiva da cultura artistica do auctor.
A escripta agradavel (fig. 9) indica talento, afabilidade,
sentimento da fÔrma. É a escripta das pessoas ao lado das quaes se
passa o tempo depressa.
A desagr8davel (fig. 16) pád," ainda revelar talento, o que é
frequente, mas será um talento sem relevo, que não interessa nem
pro.cura interessar; pÔde tambern indicar bondade, se outros signaes
concordam; o que nunca poderá mdicar é afabilidade, habitos de
so<:iedade, doçura de maneiras.
A escripta excentrica, se agradavel (fig. 15), diz sentimento da
fÔrma, horror do vulgar, orgulho hierarchico, sensibilidade
artistica;se desagradavel ou banal (fig. 19) loucura, infantilidade,
pretenciosismo.
A escripta banal (fig. 18) indica naturalmente uma inteligencia sem
relevo, incapaz de possuir idéas e até de as assimilar.
A sobriedade indica a importancia que o es
crevente dá às particularidades e às coisas essenciaes.
A escripta sobria é a que não tem excessos
nem faltas, diz ordem, prudencia, espírito de rotina, rese! va,
desejo de approvação. Quando os signaes da vontade não são muito
accusados, pÔde significar tambem modestia e simplicidade.
A escripta secea é a que não apresenta traço algum desnecessario,
que parece mais dezenhada do qu_ escript?,-ausencia de afectivida de
e de imaginação; se com tal escripta as letras são angulosas,
estamos em presença d'um egoista e de um avarento, capaz de
rivalisar com a celebre personagem de Molicre.
A escripta ornada de floreados e traços accessorios inuteis (fig.
19) accusa futilidade, pretenção, fatuidade; e coqueteria na mulher.
A escripta pastosa (fig. 20) revela sensualidade grosseira,
gulotoneria, materialidade de gostos.
'*'
'*' ""
Vamos dar algumas indicações sobre os signaes de cultura na escripta.
Ninguem, medianamente instruido, confunde a letra d'um intelectual
com a letra inesthetica, embora cal. ligrafica, d'um individuo
vulgar. Ha, porém, certas particularidades que permitem reconhecer,
scientificamente, se é ou não culto o individuo !I quem a escripta
pertence. A do homem inferior é geralmente confusa, lenta, sem
relevo e sem harmonia; a do homem intelectualmente superior é, ao
contrario, quasi sempre nitida, firme, sobria, muitas vezes em
excesso, como na figo 2, e harmonica. Ao passo que a primeira é
pt:sada e sobrecarre
I
328
figo 2, eminentemente simplifica da e rapida, e a figo 20, pastosa,
lenta e sem releve), em declarar qual d'elas denuncia a cu]turd de
espirito.
Muitos signaes de cultura são-o tambem de inteligencia, como nas
seguintes palavras o explica o sabio grafo]ogo Crepieux-Jamin: «a
nitidez da escripta, que indica a nitidez da concepção psycho]ogica,
é signa] de inteligen
cia; indica tambem a faculdade de trans
missão do pensamento pela escripta e, em ta] caso, é um signa] de
cultura». Todas as modificações na fárma da ]etra que a simplifiquem
e abreviem pádem ser consideradas signaes de cu]
tura. O d ligado à ]etra immediata, por meio da haste que descreve
uma curva para a esquerda e se lhe vem depois ligar, o f e o e de
fa:rer e o p da figo 2 são o que possa haver de mais simp]i
ficado e dextrogyro. As ]etras de fárma typografica são, ao mesmo
tempo que um signa] de cultura, um indicio de sentimento esthetico.
Vejamos agora o sexo na escripta. Para muitos grafo]ogos da escola
do abbade Mi
chon, o glorioso fundador da grafologia, não ha signaes que revelem
claramente o sexo do escrevente comtudo, concordam em que ha
escriptas das quaes se páde dizer à simples vista que pertencem a um
ou a outro sexo. Éum ilogismo como qualquer outro, porque, sendo
essa diferença notave], ha de, necessariamente, poder-se determinar
pela ana]yse e pela comparação quaes os signaes que reveIam a
feminilidade e quaes os inherentes ao sexo contrario. Jamin faz
notar que do sexo
resulta uma grande diferença social, que a mulher tem uma actividade
diferente da do
homem, outras aspirações e, portanto, outras preoccupações; e Marius
Decrespe chega a
formular um conjuncto de regras, apoiadas n'uma paciente observação
e n'uma ]ogica incontestave], pelas quaes se páde determinar ao
primeiro exame o sexo do escrevente.
«Notaremos, antes de tudo, diz ele, que todas as coisas se resolvem
em duas po]aridades: o activo e o passivo, o positivo e o neg.Hivo,
o masculino e o feminino. Estas duas polaridades são faceis de
estudar na escripta e podemos resumir todas as fármas possiveis
[l'um pequeno numero de traços principaes,
[la sIgnificação dos quaes se decomporão tojas as observações que se
puderem fazer:
329
Taes são os principaes signaes que se deve recordar, que servem para
explicar todos os outros; poderia, evidentemente, encontrar-se um
maior numero, mas estes chegam para a pratica corrente, como vamos
explicar:
O homem é a razão, a pratica, a realisação, <l concentração
individual, o movimento que evita o centro commum, o odio, a força
(sobre
tudo material); a mulher é a imaginação, o ideal, a theoria, a
expansão do eu para a universalidade das coisas, é o amor e a
fraqueza intelectual e fysica, mas é a força moral, a paixão, da
mesma fórma que o homem é a acção apathica (no sentido de sem
paixão), e voluntaria; a mulher sonha e deseja, o homem trabalha e
efectua, - como na fabula O cego e o paralytico, a mulher indica a
estrada e o homem caminha.
Mas de que serviria o seu sonho se lhe fôsse impossivel a realisação?
Para q üe serviria o trabalho do homem se a idéa não viesse guial-a
e fecundal-a? Um individuo que não tivesse senão as faculdades
masculinas ou sómente
femininas seria uma monstruosidade incapaz de fazer coisa alguma. A
Providencia quiz, pois, que a força de uma e outra polaridade fôsse
repartida pelos dois sexos da seguipte maneira:
HOMENS MUl HERES
Espirito-Razáo (faculdade Intuição (faculdade femi
masculina). ninal.
Alma-Enthu,iasmo (facul- Dom senso (faculdade mas
dade feminina). cu!ina).
Corpo-Sexo masculino. Sexo feminino.
São os iypos normaes e vê se que o homem não é mais completo sem a
mulher do que a mulher sem o homem. Existe, porém, um grande numero
de typos nos quaes a proporção supra não é guardada; todavia, como o
espirito, a alma e o corpo, que reciprocamente se influenciam, devem
sempre manter um certo equilibrio, e como nós não podemos mudar de
sexo à vontade, emquanto encarcerados no cor_o material, é
impossivel que um individuo do sexo feminino, por exemplo, tenha
exactamente todas as qualidades ou defeitos que poderia ter um
homem, e reciprocamente.
Resulta do que precede que, n'uma escripta, na mão ou n'uma
fysionomia qualquer, deve sempre encontrar-se um certo numero de
signaes masculinos e femininos, e que um homem, por muito efeminado
que seja, apresentará sempre maior numero de signaes masculinos,
assim como no mais rude dos viragos será maior o numero do> signaes
femininos. A egualdade perfeita não se realisaria senão nos
hermafroditas e ainda, n'um grande numero de casos, um sexo
prevaleceria sobre o outro.» As figuras 10, 17 e 20 dão-nos typos
acabados de escripta feminina.
Uma das qualidades que importa conhecer no individuo é o seu grau de
vomade, quer se pense como Schopenhaur, que eUa é a base do caracter,
ou como FouiUée, que todos os fenomenos inteJlectuaes, sensação,
projecção exterior, consciencia do eu, e da sua existencia continua,
sem eJla se explicam. É certo que as manifestações do caracter se
inscrevem n'um triangulo cujos vertices são a inteJlige:1cia, a
moralidade e a vontade e que toda a cLssificação do caracter baseada
apenas n'um d'esses vertices seria insuficiente e anti-scientifica;
não obstante a vontade, que presuppõe um certo grau d'adaptação
mental a um fim proximo ou remoto, mas consciente e necessario, é já
um indicio seguro de inteligencia. Com efeito, não podemos conceber
mais facilmente um NapoJeão sem vontade, do que um Balzac ou um
Wagner; cada um na sua esfera d'acção triumfa pela sua energia; ora,
a propria energia não se torna querer senão quando obedece a um
plano inteligente. Vejamos, pois, quaes os signaes mais
caracteristicos da vontade: são naturalmente todos os que dependem
d'um movimento esp_cial e estão por consequencia menos subor
dinados à tendencia da escripta, pontuação, accentuação,
sublinhamento e traço trasversal do t, a que chamaremos, como os
francezes, barra.
A barra do t fina e curta exprime fraqueza de vontade ou vontade
nuJla, quando, na escripta que as apresente, uma ou outra vez
brilhem pela ausencia; a barra forte e curta ao
330
meio da haste e em cruz diz vigor, vontade forte e conciliadora; a
resolução revela-se por uma barra em fórma de fuso, projectando-se à
direita da haste e apoiando n'ela a parte mais fina; o t cortado por
um traço forte,
curto e descendente indica teimosia, significação que raras vezes é
destruida por outros signaes. A barra longa e fina diz fraqueza ou
vivacidade; regular e colocada sobre a haste, auctoritarismo ou
orgulho; se forte, despotismo; posta à esquerda da haste, hesitação,
timidez ou reflexão lenta; à direita, decisão, iniciativa, audacia e
algumas vezes, tambem, estouvamento. O espirito critico e a ironia
mordaz são-nos revelados por uma barra fusiforme, cuj'! ponta se
projecta à direita da haste. São signaes de tenacidade a barra,
formando como que um nó em volta da haste ou, simplesmente, formando
com ela um angulo agudo, a que se apresenta com uma pequena curva
nas extremidades, e, finalmente, a que, de qualquer forma e
habitualmente, marque um movimento mais pesado.
A p,mtuação cuidada iadica minuciosidade, boa memoria e naturalmente
cultura d'espirito. Os sublinhados frequentes revelam uma tendencia
ao exagero e são tambem a marca d'um espirito futil ou pretencioso.
A ausencia
de pontuação, n'uma escripta inteligente, denuncia estouvamento,
abstracção,especialmente quando se trata do ponto sobre o i, a letra
que no dizer de entendidos forneceu o primeiro elemento de
observação no estudo do caracter pela escripta.
. * * *
O estudo de cada letra na escripta ornece tambem muita luz e convem
por isso J?restarlhe uma atenção especial. As letras são, como
sabemos, maiusculas e minusculas e medem,
como dissemos, um centimetro ai> primeiras e
dois milJimetros as ultimas, pouco mais ou menos. Aquelas que
excedem d'uma maneira notavel o limite de grandeza ou notavelmente o
reduzem serão grm1des ou pequenas.
As maiusculas grandes junto de minusculas naturaes ou pequenas dizem
orgulho, convencimento d'um grande valor pessoal; as maiusculas
pequenas dizem, ao contrario, grande humildade, modestia, que nem
sempre exclue a idéa de valor pessoal, mas em ta} caso é uma prova
de af_bilidade e de extrema cortezia. As maiusculas de forma
typografica indicam o literato e em geral o homem de gosto,
possuindo um grande sentimento da fórma e da harmonia.
O A da figo 21 indica simplicidade, bom humor; tendencias aristocra
ticas o da figo 22, e orgulho o da 23.
Devido a grande variedade das suas fórmas, oferece o B um grande
numero de significações. É-nos, porém, impossivel, devido ao pequeno
espaço de que dispomos, multiplicar os exemplos. O da figo 23, que
parece mais um numero, indica menos o habito de lidar com algarismos
do que uma certa excentricidade, que se acompanha d'um tal ou qual
sentimento artistico; o mesmo poderemos dizer do B (fig. 25).
Do C pO'.1CO se póde dizer, a não ser do que afecta /I figura d'um
semi-circulo e passa abaixo da linha, que revela franqueza,
instinctos de protecção e é quasi sempre um dos mais seguros
indicios d'um caracter expansivo.
O D oferece, como o 73, muitas variedades de [órma: o da figo 26
dános um egoista que se compraz na viGa intelectual intensa e
interior, e o da figo 27 um romanesco todo idealidade e imaginação.
1<= pobre de significação o E, devido a que, se não toma o traçado
approximado da figo 28, afecta a fórma typografica de significação
egual para todas as letras.
Indica energia, decisão. espirito nada accessivel a coisas de
sentimento o F (fig. 29) ; o da figo 30 é, ao contrario, a letra
d'um altruista, ou melhor d'um egoista benemerito, a quem lisonjeia
a convicção de que é util ao seu semelhante. O da figo 3 I diz
serenidade d'animo, espiritualidade de gostos e nobreza de
sentimentos, com um tudo nada d'orgulho, porque a perfeição não é
d'este mundo.
O G da figo 32 indica razão lucida e são
331
equilibrio das faculdades mentaes ; o da figo 33 grande
originalidade e uma alta educação artistica; é o G do grande
Theofile Gautier, um dos mais delicados cultores da fórma, que a
França tem produzido.
Nada tem de interessante o H; como indicio, porém, de simplicidade
na escripta culta, apresentamos o exemplo vulgar da figo 34.
I, J e K são pouco notaveis, especialmente a ultima, devido à sua
raridade no nosso idioma.
Indica orgulho da posição o L da figo 35,
junto a um certo grau de infantilidade; diz
ainda orgulho o da figo 36, e, especialmente, desejo de ostentar.
a éM da figo 37 indica intelectualidade, de-nunciada pela
simplificação e pela fórma quasi typografica ; os das figo 38 e 39
dizem ten. dencias ari5tocraticas, pura aristocracia da idéa, que pó
de acompanhar-se dos sentimentos
mais democraticos, diz especialmente de
sejo de não ser confundido na turba anonyma pelo convencimento de
meritos proprios. Diz orgulho de nome ou da obra
comprida o da figo 4°.
Tem o N, com formas semelhantes, as
mesmas significações do M.
Nada de apreciavel no O.
Dá-nos o P da figo 4[ um espirito domi
nador, mas generoso e afavel; o da figo 42, complicação d'espirito,
desejo d'agradar e tambem ausencia de sentimento artistico.
Q, letra pouco notavel.
R, o mesmo que B e P.
S, o da figo 43 diz sentimento da form:I e
.
o da figo 44 singeleza de maneIras, raiando na frivolidade.
T, o da figo 45 exprime claramente gostos materiaes e pretenções
aristocraticas; cultura d'espirito o da figo 46.
U, V, X, Y e Z, todas pouco interessantes, a não ser sob o ponto de
vista da energia do escrevente, que convem observar na energia
do traço e na tenJencia da curva a formar angulo.
As letras minusculas são mais interessantes ainda, pela frequencia
da sua repetição; com tudo, daremos apenas a significação das
principaes, deixando ao leitor o prazer de descobrir pela analogia
as significações que não damos.
a a aberto por cima diz franqueza; excessivamente aberto (fig. 47),
irreflexão, dificuldade de calar um segredo; contra
riamente, o a fechado diz impenetrabilidade, precaução; o da figo 48
diz, além d'isso, egoismo.
a c da figo 49 pertence à escripta angulosa, cuja significação é
energia; o da figo 50 à escripta arredonda, que revela brandura,
sentimt:ntalidade.
Das letras minusculas é o d a mais importante. Damos seis exemplos
nas figo 5[,52, 53, 54, 55 e 56, que significam, respectivamente:
intelectualidade, franqueza e sentimento da forma; - futilidade,
pretenciosismo e desejo de agradar; - enthusiasmo e imaginação des
regrada; - egoismo ; - trabalho e cultura de espirito, bondade
natural ou adquirida, consoante o genero de escripta em que se
encontra; - finalmente, descontentamento, senti
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mento de impotencia para a realisação da obra sonhada.
O e da figo 57 é um magnífico exemplo d'actividade d'espirito e
d'intelectualidade.
O i, letra muito interessante por causa do seu ponto, da figo 58 diz
materialidade de gos. tos, grosseria, sensualidade baixa e
sentimentos do mesmo tom; diz ainda sensualidade o da figo 59,
gostos mais elevados e actividade d'espirito; o da figo 60 diz
intuição, concepção prompta, mas pouca ou nenhuma elevação d'ideas;
a figo 61 indica, ao contrario, um espirito lento, concepção dificil
e tardia, mas exactamente egual ao anterior em questões de
moralidade; a figo 6_ é um belo exemplo d'intuição e d'idealidade; e
a 63, de estouvamento, falta de methodo d'atenção e talvez mesmo de
memoria se se apresenta n'uma escripta em
que haja faltas semelhantes, como, por exem
plo, numa carta que tenho presente, em que um ilustre escriptor fala
d'um tal Trancisco Simoes.
O m da figo 64, que pertence a uma escripta arredondada, indica um
caracter moUe e sem relevo; o da figo 65 doçura de caracter,
temperado comtudo por uma boa dóse d'energia, o que se vê do numero
d'angulos egual ao de curvas; o da figo 66 indica um caracter
inflexivel, de antes quebrar que torcer; é a letra dos homens
d'acção, dos que triumfam; é um signal terrivel na escripta do
egoista.
O p da figo 69 indica o individuo que confia
em si proprio, ambicioso de honras e de poder; a figo 70 diz
intelectualidade, franqueza
e simplicidade; diz impenetrabilidade o da figo 71, que, não
obstante, se acompanha d'uma certa bonhomia, denotando tambem
tendencias estheticas.
Se o leitor tem relações com um individuo que traça o seu t como o
da figo 72, é d'amigo aconselha I-o a que as evite; é a marca do
criminoso impulsivo e sem escrupuloso Tive occa
sião de a notar em mais de meia duzia de assassinos celebres;
Tropmann, Lacenaire e Koningstein, o conhecido Ravachol,
tracejavam-no semelhantemente.
*
* *
Pelas indicações acima, deve o leitor estar habilitado a ajuizar do
caracter approximado
de qualquer individuo pela sua escripta, - é
apenas uma questão de criterio o resto. Não deverá perder de vista
que um t:-aço isolado nada significa se não é confirmado por outros
do mesmo valor e que frequentemente coexistem signaes que cor
respondem a sentimentos oppostos. Quando tal succede, deve haver
extrema cautela na apreciação. Se, por exemplo,
n'uma escripta encontramos signaes de aucto-ritarismo, de despotismo
mesmo e ao mesmo tempo de sensibilidade, conciuimos racionalmente
que estamos em presença d'um egoista. Com efeito, o egoista é
sensivel... pela sua pessoa e pelo que lhe diz respeito. Outro
exemplo: se n'uma escripta banal, que indica um espirito commum,
encontramos signaes de sensibilidade e de imaginação, concluimos que
o escrevente possue um juizo falso; comprehen
de. se bem que um espirito commum, sensivel e imaginativo seja, por
isso mesmo, conduzido a erros de apreciação; o contrario seria
ilogico. O criterio falso do escrevente, como o egoismo, no primeiro
caso, não existem denunciados por signaes visiveis, apparecem como
resultantes d'outros signaes.
N'um dos proximos numeros publicaremos alguns retratos grafologicos
de homens eminentes nas letras e nas artes, insistindo n'esse
trabalho de resultantes, que é, certamente, o mais dificil, mas não
o menos interessante da grafologla.
CRVZ ANDRADE.
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