Autênticas dos tribunais

 

De:  Zé Leal
Data: 26/09/2006 22:50
Assunto: Autênticas dos tribunais

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Disse (ou escreveu) quem mandou este e-mail que «estas são piadas retiradas do livro "Desordem no tribunal". São coisas que as pessoas realmente disseram e que foram transcritas textualmente pelos taquígrafos, que tiveram de permanecer calmos enquanto os diálogos se desenrolavam na sua presença.

 

– 1 –

 

Advogado – Qual é a data do seu aniversário?

Testemunha – 15 de Julho.

Advogado – De que ano?

Testemunha – Todo ano.

 

– 2 –


Advogado – Essa doença, a miastenia gravis, afecta a sua memória?

Testemunha – Sim.

Advogado – E de que modo afecta a sua memória?

Testemunha – Eu esqueço as coisas.

Advogado – Você esquece?... Pode dar-nos um exemplo de algo que tenha esquecido?

 

– 3 –


Advogado
– Que idade tem seu filho?

Testemunha – 38 ou 35, não me lembro bem.

Advogado – Há quanto tempo ele mora com você?

Testemunha – Há 45 anos.

 

– 4 –


Advogado
– Qual foi a primeira coisa que seu marido disse quando acordou naquela manhã?
Testemunha
– Ele perguntou. "Onde estou, Bete?"

Advogado – E porque é que você se aborreceu?

Testemunha – Meu nome é Célia.

 

 

– 5 –


Advogado
– Diga-me, doutor, não é verdade que, ao morrer no sono, a pessoa só saberá que morreu na manhã seguinte?

 

 

– 6 –


Advogado
– Seu filho mais novo, o de 20 anos...

Testemunha – Sim.

Advogado – Que idade é que ele tem?

 

 

– 7 –


Advogado
– Sobre esta foto sua, o senhor estava presente quando ela foi tirada?
 

 

– 8 –


Advogado
– Ela tinha 3 filhos, certo?

Testemunha – Certo.

Advogado – Quantos meninos?

Testemunha – Nenhum

Advogado – E quantas eram as meninas?

 

 

– 9 –

 

Advogado – Sr. Marcos, por que acabou seu primeiro casamento?

Testemunha – Por morte do cônjuge.

Advogado – E por morte de que cônjuge ele acabou?

 

 

– 10 –


Advogado
– Poderia descrever o suspeito?

Testemunha – Ele tinha estatura mediana e usava barba.

Advogado – E era um homem ou uma mulher?

 

 

– 11 –


Advogado
– Doutor, quantas autópsias o senhor já realizou em pessoas mortas?

Testemunha – Todas as autópsias que fiz foram em pessoas mortas.

 

 

– 12 –


Advogado
– Aqui na corte, para cada pergunta que eu lhe fizer, sua resposta deve ser oral, ok?  Que escola você frequenta?

Testemunha – Oral.

 

 

– 13 –

 

Advogado – Doutor, o senhor lembra-se da hora a que começou a examinar o corpo da vítima?

Testemunha – Sim, a autópsia começou às 20:30 h.

Advogado – E o sr. Décio já estava morto a essa hora?

Testemunha – Não... Ele estava sentado na maca, perguntando por que razão eu lhe estaria fazendo a autópsia

 

 

– 14 –

 


Advogado
– O senhor está qualificado para nos fornecer uma amostra de urina?

 

 

– 15 –


Advogado
– Doutor, antes de fazer a autópsia, o senhor verificou o pulso da vítima?

Testemunha – Não.

Advogado – O senhor verificou a pressão arterial?

Testemunha – Não.

Advogado – O senhor verificou a respiração?

Testemunha – Não.

Advogado – Então, é possível que a vítima estivesse viva quando a autópsia começou?

Testemunha – Não.

Advogado – Como o senhor pode ter essa certeza?

Testemunha – Porque o cérebro do paciente estava num jarro sobre a mesa.

Advogado – Mas ele poderia estar vivo mesmo assim?

Testemunha – Sim! É possível que estivesse vivo e cursando Direito em algum lugar!

Data de inserção
31-Outubro-2006

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Colaboração
José Leal