Almanaque Desportivo do Distrito de Aveiro 1950, pág. 126.


EXAME DE POSSIBILIDADES...

Porto, 29 de Agosto de 1926

Em "out-riggers" de quatro, o Clube Mário Duarte vence por três comprimentos o Clube Fluvial Portuense

«A prova ― esclarecia diário nortenho ― que estava despertando mais interesse, por ser inter-clubes e por obrigar a defrontar a tripulação do Fluvial com a do Clube Mário Duarte, de Aveiro, tinha por prémio a Taça «António da Fonseca».

Os aveirenses alinharam ao sul, apresentando: António Luz (1), Francisco Duarte (2), Carlos Júlio Duarte (3), Mário Duarte (Filho) (4) e Domingos Vicente Ferreira (timoneiro).

Ao norte, remou o Fluvial: António Caetano (1), Eduardo Pires (2), João F. Silva (3), António Pinto da Silva (4) e José Monteiro (timoneiro).

O hebdomadário portuense «Sporting». descreve-nos por seu turno a regata: «O Clube Mário Duarte venceu por uns três comprimentos. A equipa do Fluvial teve uma saída magnífica, colocando-se à frente do adversário, mas ― não soube manter essa vantagem e, a meio do percurso, a tripulação aveirense passou-lhe à frente, vencendo com facilidade.»

O diário portuense a que atrás aludimos traça também o seguinte comentário: «A tripulação do C. Mário Duarte ― que vimos pela primeira vez ― apresenta conjunto apreciável para uma categoria de juniores. Composta por homens dotados de belos recursos físicos, tem já certo estilo ― uma remada característica, larga e certa, sem precipitações. Deixou-nos boa impressão.»

Agora, deixem que escrevamos nós: A equipa do C. Mário Duarte, constituída por atletas magnificamente constituídos e adoptando já a remada ampla, larga, era na verdade uma valorosa tripulação. Não foi mais longe porque as despesas, as consideráveis despesas que a modalidade acarreta, eram todas pagas por Mário Duarte (Pai) ou por sua Esposa, a Baronesa da Recosta, e os remadores, além disso, só em férias podiam treinar!

As grandes dificuldades de sempre, que por via de regra impedem o aproveitamento das melhores possibilidades.

Preparada durante mais largo período, é lícito supor que a bela tripulação do C. Mário Duarte bateria de longe todas as equipas portuguesas do seu tempo.


UMA ANEDOTA...

Num alguidar...


Figueira da Foz em plena animação turística e desportiva!

Num dos hotéis da cidade foi servido um banquete aos remadores concorrentes às provas, mais uma vez ganhas pelos valorosos rapazes dos «Galitos».

À sobremesa «apareceu» um delicioso creme de que todos gostaram. Um dos remadores, marnoto de profissão, não se contém e larga esta:

― Comi disto num alguidar e com uma pá da marinha!


 

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